Secretário não descarta uso de barreira sanitária na cidade

Vereadores participaram de reunião sobre procedimentos que entrarão em vigor a partir de sábado (27) (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A adoção de barreiras sanitárias para reduzir a circulação de pessoas de cidades vizinhas em Piracicaba para conter a proliferação da covid-19 não foi descartada pelo secretário de Saúde, Filemon Silvano, ao responder aos questionamentos dos vereadores sobre os nove dias de restrições rígidas que a cidade passará.

Ele participou de reunião, na manhã de ontem (24), por meio do aplicativo Zoom. “Piracicaba é um polo, as pessoas gostam de vir para os pontos turísticos. O nosso medo é que outras pessoas, das cidades vizinhas, viessem usufruir de nossa cidade durante o feriado. E depois nós pagaríamos as contas”, declarou.

Segundo o presidente da Câmara, o vereador Gilmar Rotta (Cidadania), várias dúvidas chegaram aos gabinetes dos parlamentares após as medidas restritivas serem anunciadas pelo prefeito Luciano Almeida (Democratas). “Como os vereadores são cobrados constantemente, consideramos ser importante que os secretários pudessem esclarecer os dados do município, para que as informações adequadas sejam repassadas à população”, disse.

O secretário Filemon Silvano e o subsecretário Augusto Muzilli Junior reforçaram que as medidas entram em vigor no próximo sábado (27) e seguem até o Domingo de Páscoa (4 de abril). “Somos contra o lockdown, mas passamos da linha tênue. Estamos com os leitos de UTI e ambulatoriais próximos da lotação e problemas para a aquisição de insumos”, informou Silvano. “A cidade possui 400 mil habitantes, porém, é referência para 1, 535 milhão de pessoas”, completou.

BARREIRAS

Silvano não descartou a adoção de barreiras sanitárias durante o período, porém, sem apresentar detalhes. Ele adiantou que as universidades e as escolas públicas e particulares estão incluídas nas medidas restritivas e não poderão funcionar presencialmente no período.

Segundo ele, o prefeito Luciano Almeida se reuniu com representantes de vários setores ligados à indústria e ao comércio para definir as medidas e um novo decreto deve ser publicado em breve. Silvano disse ainda que a previsão é que, em 14 dias, a cidade chegue ao pico máximo da transmissão e que a maior preocupação tem sido com as mortes e contágio cada vez mais frequentes da população jovem.

Utilizando dados da última terça (23), Silvano informou que a taxa de ocupação era de 98% dos leitos de UTI e 76% de enfermaria. Segundo ele, a cidade possui 133 leitos de UTI cadastrados, sendo 81 públicos e 52 privados, distribuídos em 19 na Santa Casa, seis no Hospital Fornecedores de Cana e 27 na Unimed. Já os leitos de enfermaria correspondem a 193, sendo 106 públicos e 87 privados. “Outros 25 serão abertos no COT (Central de Ortopedia e Traumatologia) e 40 com a ampliação da UPA do Piracicamirim”, informou.

A prefeitura também pode aproveitar uma área no estacionamento do Hospital Regional Zilda Arns para a construção de um hospital de campanha, informou Silvano. Segundo ele, a estrutura interna do Hospital Regional não será aproveitada, porque houve negativa da administração do hospital, ligado à Unicamp. “O pedido foi enviado, mas recebemos a negativa da gestão do hospital e o prefeito esta pedindo um hospital de campanha no estacionamento”.

Da Redação

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