Sem acordo em negociação, trabalhadores da Klabin fazem paralisação em Piracicaba

Foto: Divulgação

Em Piracicaba (SP), trabalhadores do turno da manhã da unidade da Klabin realizaram paralisação de advertência na manhã desta segunda-feira (25), em resposta à falta de um acordo na negociação da campanha salarial da categoria. A paralisação, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Papel, Papelão e Cortiça de Piracicaba (Sintipel), atrasou em mais de uma hora e meia a entrada dos trabalhadores na empresa.

De acordo com o presidente do Sintipel, Emerson Cavalheiro, o manifesto é uma resposta à última contraproposta de acordo apresentado pelo sindicato do setor patronal, que sequer repõe a inflação dos últimos 12 meses, que, de acordo com o INPC, é de 10,78%. “Os empresários estão propondo apenas 9% de reajuste e ainda dividindo o pagamento em três vezes. Diante disso, decidimos realizar uma paralisação de advertência, que também foi realizada em outras cidades”, conta.

Os trabalhadores das indústrias do papel, papelão e artefatos de papel têm data-base em primeiro de outubro e somam cerca de 1.500 na base do sindicato local. Nesta quinta-feira (28), há uma nova rodada de negociação, sendo às 10h com o empresariado do setor de papel e celulose, enquanto que para as 14h está marcada com o do setor de papelão ondulado.

Os trabalhadores reivindicam a reposição integral da inflação, mais 3% de aumento real, além de piso salarial de R$ 2.100, abono indenizatório de R$ 2.700, cesta de alimentos de R$ 626, assim como manutenção dos postos de trabalho e combate ao assédio moral, sexual e a qualquer forma de discriminação racial, étnico e de gênero.

Na terceira rodada de negociação, os empresários do setor de papel e celulose e de papelão propuseram 9% de reajuste salarial, e ainda divididos em três parcelas, sendo 5% agora; 1,91% em janeiro do próximo ano e mais 1,87% em março. O setor de papelão propôs abono de R$ 2.100, mas também divididos em três vezes, com pagamentos em janeiro, março e maio do próximo ano, enquanto que os empresários do setor de papel também propuseram o mesmo valor de abono, só que com pagamentos em dezembro, fevereiro e abril. Na contraproposta já rejeitada, o setor de papel e celulose propôs R$ 317 de cesta de alimentos, enquanto que o de papelão ondulado no valor R$ 283,40.

O presidente do Sintipel informa ainda que “o único caminho que os trabalhadores tem é de fortalecer ainda mais a mobilização e pressionar para que seja apresentada uma proposta digna.” “Certamente, se a proposta não for melhorada, as paralisações vão se intensificar e uma greve não está descartada”, avisa.

Rafael Fioravanti / [email protected]

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