Sem chuvas durante todo o mês de abril, estiagem é sinal de atenção no período seco

Foto: Alessandro Maschio/JP

Entre janeiro e abril vazão ficou aquém das médias históricas em função dos baixos volumes de chuvas

O boletim sobre a disponibilidade hídrica, lançado pelo Consórcio PCJ, indica um volume de chuvas abaixo da média histórica para o mês de abril. De acordo com o documento distribuído a municípios e empresas associados à entidade, a precipitação média registrada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí foi de 37,27 milímetros, ou seja, 35,6% abaixo do volume, que é de 57,87 milímetros. “Os indicadores meteorológicos sinalizam o que teremos no período entre junho e setembro, com alguns municípios enfrentando problemas de abastecimento de água em virtude da previsão de baixo índice de chuva”, afirmou o coordenador de projetos do PCJ, José Cezar Saad.

Entre janeiro a abril de 2022 foram registrados 563,47 milímetros de precipitação, 3,5% acima do acumulado histórico para o mesmo período. No entanto, segundo o boletim, as vazões dos rios ficaram aquém das médias históricas nas Bacias PCJ, em função nos baixos volumes de chuvas em abril. De acordo com Saad, o índice é um sinal de alerta frente ao período hidrológico seco, que conforme a outorga de 2017, inicia-se em junho. No Sistema Cantareira, as precipitações no mês de abril ficaram 83,4% abaixo, com um registro de apenas 13,80 milímetros, frente a 83,20 milímetros da média histórica. No acumulado de janeiro a abril de 2022, foram 544,50 milímetros, 24,6% inferior ao acumulado histórico do mesmo período, que é de 722,60 milímetros. “Embora em 2021 a estiagem tenha sido tão ou mais severa que em 2014, não enfrentamos tantos problemas, justamente pela adoção de medidas que mantiveram o Sistema Cantareira funcionando bem”, lembrou Saad.

O coordenador do PCJ destacou ações adotadas pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), como a transposição de água da barragem do rio Jaguari, da bacia do rio Paraíba do Sul, do rio São Lourenço e ainda a interligação do plano de distribuição na Grande São Paulo, que contribuíram para manter a reserva do sistema e auxiliaram o abastecimento na Bacia do PCJ. A preocupação e apreensão dos gestores com a segurança hídrica refletem-se na adoção de medidas preventivas. “As ações recomendadas aos municípios, juntamente com suas empresas de abastecimento de água, estão relacionadas em um documento disponibilizado há muito tempo pelo Consórcio PCJ”, afirmou Saad.

Beto Silva
[email protected]

LEIA MAIS

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

três + treze =