Sem dinheiro, merendeiras peregrinam em busca do salário

Foto: Alessandro Maschio/JP

Elas também realizaram, na sexta, (15) ato em frente ao Centro Cívico

Um grupo de dez merendeiras ‘peregrinaram’ nesta última sexta-feira (15) pelas portas do Executivo e Legislativo a fim de tentar apoio para receber o salário atrasado da recente prestação de serviço da Nutriplus na cidade. Sem dinheiro nem mesmo para locomoção, elas estiveram na Secretaria Municipal de Educação e depois seguiram, a pé, da prefeitura para a região central, rumo à Câmara Municipal. Não foi possível apurar quantas trabalhadoras estão com pendências trabalhistas porque prefeitura, empresa e nem Sintercamp (Sindicato dos Trabalhadores em Refeições de Campinas e Região) retornaram com informações à reportagem do JP até o fechamento da edição. Conforme a licitação, a demanda por merendeiras na cidade é de 313 funcionárias.

“Estamos perdidas, não sabemos com quem falar. O ideal seria falar com o secretário, mas, como ele não pôde nos atender, a secretária Josi falou com a gente e deu a informação que, até o dia 30 de setembro, a Nutriplus foi paga e ela que não repassou para gente”, diz a merendeira Rosilda Ismeria Batista Pereira, 55.

Na Câmara, o grupo foi atendido pelo presidente, o vereador Gilmar Rotta (CID). “Uma ação judicial será feita com certeza. Estamos aqui, andando a pé, não tem dinheiro para nada. Alguma coisa de imediato tem que ter”, disse Rosilda.

Cristiane Bonin
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