Semuttran arrecadou R$ 12,5 mi em multas

Número refere-se ao período entre janeiro e setembro de 2019. (Foto: Amanda Vieira/JP)

A Prefeitura de Piracicaba arrecadou neste ano – entre os meses de janeiro e setembro – R$ 12,584 milhões em multas de trânsito. Essa cifra, no entanto, deve aumentar depois do anúncio de remanejamento dos equipamentos eletrônicos de fiscalização de trânsito – os radares fixos.

O valor da arrecadação não se refere apenas às infrações registradas pelos radares de velocidade ou avanço de farol vermelho. Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência sob a rubrica ‘multas de trânsito’. Desse montante estão excluídos os valores referentes ao estacionamento rotativo, que apresentou uma arrecadação de R$ 170 mil no período.

No total, Piracicaba registrou uma receita de R$ 14,433 milhões nos nove meses deste ano. A arrecadação do município com o recebimento de multas de trânsito aumenta à mesma medida das queixas de motoristas que questionam a necessidade da fiscalização eletrônica e o destino desses recursos.

A reportagem do Jornal de Piracicaba solicitou, no início da semana, à Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte) levantamento de valores arrecadados com a fiscalização eletrônica e qual o destino dos recursos. Também foi solicitado o número de radares instalados na cidade, porém, até o fechamento da matéria (ontem, 11), as informações não foram enviadas à redação.

Desde o anúncio do remanejamento dos radares, muitos motoristas se manifestaram nas redes sociais sobre o assunto. “Nada nesse estudo deveria levar em consideração a segurança de pedestres e motoristas, mas com toda certeza o objetivo seria aumentar a arrecadação com multas. Piracicaba nunca teve uma prefeitura tão ineficiente”, afirmou Luís Fernando Barbosa.

“Radar é um abuso, um absurdo. Deveriam ser removidos todos. Ou senão deveria haver aviso da existência de radar a cada 20 metros, em locais como travessias escolares e hospitalares”, sugeriu Renan Paes.

Para justificar o remanejamento de radares, a Semuttran informou que realizou estudo para analisar a eficácia dos equipamentos nas ruas e avenidas.

A partir desse estudo, alguns radares de velocidade e de avanço de sinal vermelho foram mantidos e outros foram remanejados para onde serão melhor aproveitados. De acordo com o secretário Jorge Akira, durante dois meses, equipes da Semuttran permaneceram nas vias onde estão os equipamentos. Em algumas delas, foi possível constatar que não há mais desrespeito nem no limite de velocidade nem no avanço de sinal vermelho.

Beto Silva
[email protected]