Simespi recorre a deputados contra aumento do ICMS

Mais de 4500 empresas foram impactadas pela alteração tributária e entidade vai participar de tratoraço hoje. | Foto: Claudinho Coradini/JP

A diretoria do Simespi (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras) encaminhou uma nota de repúdio ao aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação. Em dezembro, os diretores da entidade se encontraram com os deputados estaduais Alex de Madureira (PSD) e Roberto Morais (PPS).

Segundo o sindicato, o objetivo do contato com os parlamentares foi representar o interesse de mais de 4.500 empresas impactadas pela alteração tributária.

Para o presidente do Simespi, Euclides Libardi, realizar essa movimentação é importante para que o governo estadual tome conhecimento e se atente ao momento delicado da retomada da economia e das atividades comerciais. “Vamos insistir em divulgar ao máximo essa nota de repúdio, na tentativa de sensibilizar e mostrar aos envolvidos que as medidas são injustificáveis, afetando de forma direta o setor produtivo das empresas”, afirmou. O Simespi é uma das entidades organizadoras do tratoraço que acontece na manhã de hoje. O deputado estadual Alex de Madureira, disse ontem que entregou a nota ao vice-governador Rodrigo Garcia na segunda-feira. Ele disse que será agendada uma reunião para este mês com a diretoria do Simespi e Garcia.

O deputado estadual Roberto Morais disse que a votação e aprovação do projeto de autoria do Governo do Estado teve por objetivo uma adequação fiscal, visando o enfrentamento da pandemia ocasionada pelo corona vírus. “Essa adequação, resultou em uma revisão da política de subsídios fiscais, concedido ao longo de vários anos. A medida tem por objetivo a recomposição fiscal do Estado para o enfrentamento da pandemia”, disse.

“Com a sanção da lei e a suspensão dos subsídios, iniciamos um trabalho – junto ao Poder Executivo – para que possamos discutir e propor uma melhor distribuição de possíveis subsídios aos setores que mais necessitam e geram emprego”, acrescentou.

POSIÇÃO DO ESTADO

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado informou ontem que o governo criou uma força-tarefa com secretários para analisar os pedidos de setores econômicos para revisão da redução de benefícios fiscais. Segundo a pasta, o diálogo é permanente desde a aprovação do ajuste fiscal. Segundo o governo, a lei não implica em aumento do tributo, mas é uma autorização legislativa para reduzir benefícios fiscais. “O Governo do Estado promoveu a redução linear de 20% nos benefícios fiscais que são concedidos a diversos setores. Ou seja: 80% do benefício ainda foram preservados”, informou em nota.

Beto Silva
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