Sindicato notifica aviso de greve das merendeiras

Trabalhadoras sofrem represálias: sindicato vai atuar

O Sintercamp (Sindicato dos Trabalhadores em Refeições de Campinas e Região) enviou ontem (quarta-feira) à prefeitura, Câmara Municipal e Nutriplus a notificação de aviso de greve das merendeiras que trabalham nas escolas públicas de Piracicaba. A empresa terceirizada não conseguiu saldar salários correspondentes a sete dias de agosto para 184 merendeiras, informa o sindicato. A Secretaria de Educação não se manifestou sobre a iminente paralisação. Já a Nutriplus informou que fará o pagamento até esta sexta-feira (17). “Aguardamos até agora e cobramos novamente a empresa que, por sua vez, não deu certeza sobre o pagamento. Diante disso, encaminhamos o aviso de greve para a empresa, prefeitura e Câmara.

Estaremos pelas redes sociais mobilizando as trabalhadoras. Temos um prazo legal para agir, mas amanhã [hoje], o nosso diretor trabalhista avaliará uma possível antecipação visto que se trata de verbas salariais”, informou o secretário-geral do sindicato, Carlos Nascimento. Segundo merendeiras ouvidas pelo JP, a situação se arrasta desde a ultima sexta- -feira (10). “Não é fácil trabalhar em cozinha, é muito calor, correria. Chego em casa e não tenho ânimo. É muito cansativo. Se você recebe, fica um pouco mais animado”, disse uma merendeira com identidade mantida sob sigilo. A edição de ontem do JP publicou um quadro de insatisfação das merendeiras nesta última segunda-feira durante o expediente na Escola Municipal Enedina Lourenço Vieira, no Ipanema.

A reportagem apurou que houve represália às trabalhadoras, que se sentiram acuadas pelas denúncias. “A nossa diretora social irá apurar a conduta da empresa e orientar a trabalhadora”, garantiu Nascimento. A assessoria da Câmara confirmou o recebimento do aviso de greve e a repassou para a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda. “É uma representação legítima, assegurada por lei aos trabalhadores brasileiros, desde que sejam resguardadas as garantias que uma atividade essencial requer, como é o caso da merenda escolar.” A CPI também destaca que já havia sinalizado ao Executivo sobre o risco do contrato com a Nutriplus, pelo histórico da empresa em não honrar com os compromissos.

Cristiane Bonin

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