Smart cities ou smart people?

Foto: Pexels

Daniel Rosenthal – Presidente do IPPLAP.

Muito se fala hoje em dia em Smart Cities (Cidades inteligentes), termo surgido na década de 90 para designar novas políticas de planejamento urbano que emergiram com o avanço tecnológico para automatizar a gestão de serviços urbanos, pensando no bem estar da população. São cidades mais sustentáveis, que focam os esforços tecnológicos em áreas chaves como: economia, mobilidade, pessoas, governança, meio ambiente e qualidade de vida da população, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem planejadas e administradas como Tóquio, Londres e Nova Iorque que lideram o ranking mundial.

Um estudo do Vouchercloud elencou os países mais inteligentes do mundo, de acordo com a quantidade de prêmios Nobel conquistados em cada local, escala de QI (Teste de Inteligência) e a taxa de escolaridade. O Japão lidera a lista, seguido por Suíça e China.

Porém, segundo a união Europeia, Smart Cities são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Pessoas inteligentes são classificadas pelo QI (quoeficiente de inteligência) cuja média se encontra entre os 85 e os 114 pontos. Pessoas com QI acima de 130 são consideradas superdotadas e costumam se destacar. Por exemplo: Steve Jobs tem 140 pontos, Bill Gates 162 pontos e Albert Einstein 160 pontos. Os macacos-rhesus são considerados primatas muito inteligentes que têm um QI de 180, valor superior a grandes figuras nacionais e internacionais.

Vivemos em um mundo de transformação tecnológica difícil de acompanhar, pois diariamente temos novidades. Paralelamente temos o surgimento de pessoas muito inteligentes apresentando ideias fantásticas para os mais diversos e complexos tipos de dores, como são chamados os problemas na modernidade.

O avanço tecnológico juntamente com a pandemia aceleraram muitos processos que trouxeram à tona a validação e a facilidade de muitas ferramentas tecnológicas que possibilitaram a continuidade e ajustes de empresas, mas, o principal, uma maior possibilidade de conexão entre as pessoas em tempos de distanciamento.

Porém, mesmo pseudo conectados por meio de modernas tecnologias, essa situação mundial nos apresentou muitas desconexões, como: familiares, parentes e amigos e formas de trabalho. Vivíamos em um ciclo vicioso e utilizávamos estruturas que hoje percebemos que não faz mais sentido, além de uma insana corrida sem fim por sei lá o quê, motivos sem justificativas plausíveis e sem destino certo, que, também, nos trouxe uma imensa e verdadeira reflexão da nossa fragilidade, dependência social e valorização da inteligência experiencial sem quoeficiente de medição, se contrapondo a inteligência artificial e nos ajustando ao modelo anormal que vivenciamos.

Nesse sentido, ressalto acima tendências generalizadas e seus conceitos que já impactam as indústrias, os comércios e os serviços de tal forma que os planejamentos, projetos e empreendimentos deverão ser revistos com muito maior frequência, pois já é notório que não dominamos esses ventos, mas podemos e devemos ajustar constantemente as velas do barco para chegarmos onde queremos.

Assim, precisamos abraçar as mudanças e redesenhar nosso futuro considerando as soft skills e a valorização do ser humano pelo próprio ser humano criando, produzindo e se beneficiando das novas tecnologias que serão as chaves para realinharmos nossas condutas e metas de forma equilibrada, sustentável e qualificada, afinal smart cities só é possível quando há smart people.

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