Sob fortes chuvas, cidade tem mais de 50 pontos de alagamento e favelas em pontos de deslizamentos

Foto: Alessandro Maschio/JP

Plano Plurianual conta com previsão para combate a enchentes e melhoria da habitação popular em 2022

Piracicaba tem mais de 50 pontos de alagamento e, ao menos, 76 favelas, e todas as pessoas moradoras nestes locais estão sob alerta com as fortes chuvas. O PPA (Plano Plurianual) prevê para este ano investimentos R$ 15,12 milhões no combate às enchentes e R$ 5,56 milhões em ações para oferta de moradias. “As áreas estão em constante monitoramento pela Defesa Civil, que tem seu plano de contingência para situações emergenciais, e em momentos de risco, são disponibilizados alertas pelas mídias em geral, carros de som, patrulhamentos”, informa a prefeitura.

O cálculo da atual administração é de que existam 56 áreas propensas a serem alagadas. As principais regiões e vias são avenidas 31 de Março, Armando de Salles Oliveira, Jaime Pereira, Francisco Abel Pereira, rua Gomes Carneiro, bairros Morumbi, Maracanã e entorno do Teatro Municipal Dr. Losso Netto.

Também ocorrem pontos de extravasamento dos rios Piracicaba e Corumbataí ao longo de seus trechos, em períodos de chuvas constantes, sendo Rua do Porto, Castelinho, Algodoal, Bongue, São Francisco, Ondinhas, Gran Park e Artemis (rio Piracicaba); e Vila Rios, IAA, Bessy e Santa Terezinha (rio Corumbataí).Com relação aos deslizamentos, as regiões ocupadas por comunidades de forma irregular são os pontos críticos informados pela prefeitura.

A Defesa Civil municipal faz um trabalho de acompanhamento dos alertas junto à Defesa Civil do Estado de São Paulo, Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), Ipmet (Instituto de Pesquisas Meteorológicas), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Saisp (Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo) e Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas).

RECOMENDAÇÕES
Enquanto favelas não são devidamente urbanizadas e regulamentadas e os pontos de alagamento não são sanados, a Defesa Civil faz recomendações à população em caso de chuva forte como forma de cuidados preventivos. A lista começa com pedir poda ou corte de árvores com risco de queda próximas a residências; conserto de falhas do telhado, como limpeza das calhas, troca de telhas quebradas, reforço na fixação, renovando pregos e madeiras e isolamento da fiação elétrica.

“É importante que os reparos sejam feitos com orientação de um profissional da área. Também é importante não fazer a ligação da água pluvial na rede de esgoto, o que pode levar ao transbordamento”, destaca o órgão. Também é de extrema relevância não acumular lixo e entulhos nas áreas particulares e nas ruas, pois, com a chuva, vão parar nos bueiros (bocas-de-lobo), causando entupimentos.

“Se o nível da água estiver subindo, vá com sua família para um lugar seguro. Se estiver ao ar livre, procure um abrigo longe de árvores, pois, elas atraem raios e seus galhos podem cair. Cuidado com a água que for beber. Veja se não foi contaminada pela inundação, o que pode trazer sérios riscos à saúde; não use equipamentos elétricos que tenham sido molhados; nem em locais inundados, pois, há risco de choque elétrico e curto-circuito.”

Se as chuvas vieram acompanhadas de raios, não esqueça: não use telefone (os aparelhos sem fio podem ser usados); não fique próximo às tomadas, canos, janelas e portas metálicas; e não toque em equipamentos elétricos que estejam ligados à rede elétrica.

Cristiane Bonin
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