Sob protestos, deputados aprovam reforma da previdência do Estado de São Paulo

Após invasão de área dentro da Assembleia Legislativa, Tropa de Choque da PM foi acionada para conter a manifestação

A Polícia Militar reprimiu o protesto dos servidores públicos estaduais na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta terça-feira (3). Os funcionários protestavam contra a reforma da previdência proposta pelo governo estadual. Apesar do tumulto, os deputados aprovaram, em 2° turno, com 59 votos favoráveis, a reforma da previdência para os servidores estaduais. Com a medida, o governo espera uma economia aos cofres públicos de R$ 32 bilhões em 10 anos.

Confusão continuou nas ruas ao lado de fora da Alesp.

O deputado estadual Emídio de Souza (PT) disse que foi atingido por spray de pimenta lançado pela PM. Há cenas de manifestantes jogando lixeiras e extintores contra os policiais.

Na justificativa do governo, a reforma é essencial para a sustentabilidade financeira dos recursos públicos e a recuperação da capacidade de investimento do Estado, garantindo aos servidores o direito à aposentadoria sem atrasos ou redução, assim como a manutenção e ampliação de serviços públicos essenciais, como saúde, segurança e educação.

PARALISAÇÃO
Um levantamento feito pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) de Piracicaba aponta que em 30% das escolas estaduais da cidade houve adesão, nesta terça-feira, à paralisação proposta pelo sindicato.

Antes da reunião extraordinária, professores e servidores estaduais se reuniram em grande número frente a Alesp.

“A greve dos professores da rede estadual de ensino contra a reforma da previdência estadual nesta terça-feira pela manhã, 03 de março, teve ampla adesão da categoria, atingindo a maioria das 68 escolas do município”, informou a entidade.

Já a Secretaria de Estado da Educação informou, na manhã desta terça-feira (3), que 95% das escolas em todo o Estado funcionaram normalmente. “Até às 11h de hoje, 95% dos docentes estiveram presentes em salas de aula. Nos casos de faltas, o superior imediato analisará a justificativa apresentada, de acordo com a legislação!”, informou a pasta em nota.

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Beto Silva ([email protected])