Sonho de jogador: Garoto de 12 anos é contratado pelo São Paulo

João Pedro com os pais Luís e Daniele - Crédito foto: Arquivo pessoal

No país do futebol, o sonho de se tornar um jogador profissional da modalidade é algo que norteia a infância e o imaginário de praticamente todos os garotos e garotas que nascem e crescem na terra da seleção pentacampeã e que têm como referências os grandes ídolos do passado e presente.

Essa paixão surge de forma natural nos campinhos de terra e, mais recentemente, nos centros de treinamentos espalhados por todo o país, contribuindo para que os boleiros e boleiras possam crescer alimentando o sonho de se tornarem craques como Pelé, Garrincha, Zico, Sócrates, Romário, Marta, Forminha e tantos outros ídolos. Na prática, transformar esse sonho em realidade não é tarefa fácil e poucos conseguem trilhar o caminho das categorias de base dos grandes clubes brasileiros. 

Para o piracicabano João Pedro Requia Nascimento, 12, esse sonho já é realidade com sua aprovação nas seletivas do São Paulo Futebol Clube e a assinatura do contrato para integrar a equipe da categoria sub-12 do Tricolor paulista.

A trajetória para chegar ao clube da capital foi longa e começou aos quatro anos, quando a família procurou a Escolinha Meninos da Vila, do Santos, para que o garoto pudesse praticar uma modalidade esportiva.  De uma escolinha para a outra, João Pedro foi se destacando e colecionando troféus de melhor jogador e de artilheiro.

Em julho de 2019 a “pelada” ficou séria com a aprovação do menino na seletiva promovida pelo Internacional de Porto Alegre. As atividades começariam em março de 2020, quando veio a pandemia e todas as atividades esportivas foram paralisadas.

Mesmo sem atuar pelo time gaúcho, João Pedro manteve o treinamento físico pago pelo Internacional e realizado com monitoramento profissional em Piracicaba. Praticamente um ano depois, uma nova conquista: João Pedro passa a fazer parte das categorias de base do São Paulo Futebol Clube com previsão para retomada das atividades presenciais no mês de junho, caso a situação esteja controlada com a disseminação da Covid-19 no estado de São Paulo.

O pai Luís explica que nunca houve pressão para que o filho seguisse a carreira de jogador de futebol. Tudo aconteceu naturalmente, através de um trabalho de um agente que encaminhou o seu vídeo de apresentação para a comissão técnica do Internacional de Porto Alegre.

“Lembro que no início, com quatro anos, ele nem conseguia chutar a bola. A ideia era que o futebol fosse um instrumento para a prática esportiva. Ele sempre teve o nosso apoio, sobretudo agora, em que a atividade vai exigir um pouco mais dele. É um orgulho ter a perspectiva de que o filho pode seguir uma carreira e ser jogador profissional de futebol.” – disse o papai Luís.

Edilson Morais

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