SP é o Estado com mais vítimas por ‘empinar motos’

Nem mesmo a pandemia conseguiu controlar o alto índice de infrações pela cultura do grau, prática de empinar a moto, nas grandes cidades. Segundo dados do Denatran (Departamento nacional de Trânsito), o volume de infrações relacionadas à condução de motocicleta ou similares por equilibrar-se em apenas uma roda aumentou 53% entre janeiro e abril de 2021, comparando ao mesmo período do ano passado.

O crescimento da prática ‘do grau’ colocou o tema no radar da Younder, empresa especializada em treinamentos corporativos voltados à mobilidade e segurança do Trabalho, do Grupo Tecnowise, que conduziu um estudo detalhado de como essa infração continua sendo uma preocupação dos condutores de motocicletas. A pesquisa ‘As dores e os motociclistas’, realizada em 2020 pela Younder, por meio de uma análise qualitativa e quantitativa de 1 mil tweets reportados pelos motociclistas, aponta o ato de empinar a moto como o segundo maior ponto de atenção (20%) e imprudência citada (18%). A Seguradora Líder aponta que, entre 2009 e 2020, foram pagos mais de R$ 3,8 milhões de indenizações às vítimas de acidentes de trânsito que envolvem motocicletas e ciclomotores. Os três principais estados com o maior número de vítimas pela infração do grau são: São Paulo (402.021); Minas Gerais (384.072) e Ceará (375.977), respectivamente.

De acordo com o Head de Inteligência de Mercado da Younder, Bruno Neves, “apenas o estado de São Paulo é responsável por 46,4% de multas por causa do Grau”. A cultura do grau é uma infração de trânsito gravíssima por ser um risco à vida. Quando um motociclista empina uma moto, ele coloca em risco a própria vida e a de outras pessoas, pois se a manobra de empinar a moto der errado, a queda pode levar o peso da moto contra o corpo do condutor, causando lesões profundas ou esmagamento. A prática pode ser ainda mais fatal quando realizada sem o capacete, o que também é muito comum. “Só em 2020 morreram, em média, 48 motociclistas por dia no país. Acidentes e imprudência fazem parte de suas rotinas e, dessa maneira, ações de educação e capacitação são extremamente importantes para empresas que contam com profissionais parceiros sobre duas rodas”, alerta Neves.

Da Redação

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