Startup: Oportunidades de crescimento

Renan, Rafaela e Jacqueline acreditam na pesquisa. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

O sonho de empreender ou atuar em uma empresa cheia de desafios para crescer na carreira pode mover muitos jovens. Um lugar propício para quem quer encarar o mercado de trabalho nesse estilo é uma startup, empresa que apresenta alto potencial de crescimento e que utiliza bastante tecnologia.

Com lógica de trabalho por projeto e com hierarquia mais horizontal, as startups focadas no agro, em Piracicaba, têm gerado oportunidades para jovens pesquisadores. A cidade já é considerada um polo de inovação tecnológica para o campo, conhecido como o Vale de Piracicaba – associado ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Só a incubadora EsalqTec, que cria mecanismos de interação entre pesquisadores e investidores, apoia 122 projetos e tem nove startups residentes. “Nosso trabalho é simplesmente colaborar na realização do sonho empreendedor das pessoas”, conta Sérgio Barbosa, gerente-executivo.

 

Segundo Sérgio Barbosa, EsalqTec apoio 122 projetos. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Mas trabalhar em uma startup tem muita diferença de um emprego ‘convencional’? Quais são os desafios e o que é preciso para ter sucesso nesse mercado, afinal? Barbosa aponta o caminho: “Primeiramente comportamento empreendedor, vontade de correr riscos, sair da zona de conforto. Também o conhecimento de mercado, foco e persistência, pois o sucesso, na maioria das vezes, não é imediato”.

Jacqueline de Oliveira, 33, pós graduanda da Esalq; Renan Alves, 31, pesquisador; e Rafaela Almeida, 34, engenheira agrônoma, não imaginavam que atuariam em uma startup. Mas enxergam a oportunidade na Agromic, residente da EsalqTec, como importante para o desenvolvimento da carreira. Eles desenvolvem antifúngicos para o controle de doenças em frutas e hortaliças, visando zero resíduo e segurança da saúde do consumidor.

 

“Sempre quis trabalhar com pesquisa, mas de uma forma mais aplicada e dinâmica. Cada dia temos uma nova demanda, um novo experimento, o que nos permite aprender e crescer muito”, conta Jacqueline.

Enquanto isso, Alves observa a diferença que sentiu entre a startup e uma empresa ‘convencional’. “A maior delas é a competitividade que é mais agressiva numa convencional e também você tem uma maior pressão. A startup, no caso, tem um ambiente mais agradável”, explica, mas lembra-se que não tem, atualmente, um plano de carreira definido, como acontece com frequência em uma multinacional, por exemplo.

Rafaela lembra dos desafios que enfrentam diariamente. “A questão de recursos é também mais reduzida e nós, trabalhamos em uma equipe pequena, o que de um lado pode gerar num grande volume de trabalho, mas por outro fica fácil a troca de ideias”.

 

Marcos e Isadora investem no marketing para crescer. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Já o Marcos Ferraz, 32, sócio-fundador, e Isadora Rangel Ribeiro, 26, responsável pelo marketing, trabalham na Smart Agri, empresa de consultoria também residente da EsalqTec, que faz pesquisas agrícolas para obter dados quantitativos por meio de tecnologia e sensores.

A grande característica de trabalhar em uma startup”, conta Ferraz, “é não ter rotina, às vezes você é patrão e às vezes, peão”, enfatiza.

Por precisar atrair investidores e clientes, um bom plano de marketing é mais uma oportunidade de atuação nessas empresas. “Você cria um elo com os clientes e tem a possibilidade de mostrar o dia a dia da empresa e exaltar que por trás de todos os seus produtos existem pessoas”, conta Isadora.

PRÊMIO
Startups que tenham pela menos uma mulher entre os sócios poderão se inscrever para o prêmio Women Entrepreneuship até 7 de fevereiro. A iniciativa do Sebrae, Microsoft, Bertha Capital e Belvedere dará aporte que variam de R$50 mil a R$5 milhões nos próximos cinco anos. A inscrição deve ser feita pelo site www.weventures.com.br.

 

Andressa Mota

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