Startup de Piracicaba é finalista de Copa do Mundo do Agronegócio

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Tecnologia da startup é aplicada principalmente na região | Foto: Divulgação

Tem uma startup piracicabana – entre 10 – na final da etapa sul-americana da Startup World Cup, a principal competição do gênero do mundo, cujo vencedor vai participar, em novembro de 2021, da etapa global. Incubada na EsalqTec (Incubadora de empresas), trata-se da Idgeo, que atua no gerenciamento remoto de lavouras com uma tecnologia exclusiva para captar dados por meio de imagens e radares, lançadas via satélite.

A empresa, na ativa desde 2016, é de Ronan José Campos, de Uberlândia, e do piracicabano Luis Henrique Pereira, que hoje apresentam a solução da Idgeo para problemas específicos do agronegócio a uma banda examinadora. “Será em inglês, online, para pessoas importantes, investidores”, conta Ronan. O prêmio é atrativo: a startup vencedora desta etapa leva para casa nada menos que 1 milhão de dólares.

“Esta competição é a Copa do Mundo das startups do agronegócio e competimos com incubadoras da Argentina, Chile e outros países. Estamos confiantes”, conta Ronan. O evento faz parte da programação da São Paulo Tech Week 2020, poderá ser acompanhado de maneira online e gratuitamente. A transmissão será realizada no canal da Secretaria da Agricultura no Youtube http://www.youtube.com/agriculturasp.

A banca de jurados será composta por Tomás Peña (The Yield Lab), Francisco Jardim (SP Venture), Marco Poli (Closed Gap Ventures), Paulo Silveira (FoodTech Hub Br), Rosana Jamal (Baita), Alain Marques (AgVenture) e Franklin Ribeiro (InvestSP).

O trabalho da Idgeo, em resumo, é simplificar soluções complexas para os gestores do agronegócio, “um problema latente do setor”, completa Ronan. “É importante saber tudo o que acontece na lavoura e hoje é praticamente impossível ter controle de tudo sem ferramentas tecnológicas. O que propomos é um trabalho com planejamento. Pela nossa tecnologia, é possível ver e saber 100% do que acontece na lavoura”.

A citada tecnologia, ele revela, foi desenvolvida com um aporte de cerca de R$ 3,5 milhões da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). E já é aplicada em mais de 500 mil hectares e em mais de 20 culturas diferentes, como soja, milho e cana-de-açúcar. “Nossa atuação é forte principalmente na região de Piracicaba e no Triângulo Mineiro”.

Erick Tedesco

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