Supermercados estão abastecidos, mas com pouco movimento

Em uma semana alguns produtos tiveram elevação no preço (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Supermercados de Piracicaba são reabastecidos dentro da normalidade, no entanto, nesta segunda semana em que a maioria da população opta pela reclusão social para evitar o contágio da Covid-19 (novo coronavírus), sofrem com o número enxuto e abaixo da média de clientes.

A reportagem do Jornal de Piracicaba visitou ontem três grandes supermercados da cidade. Em todos eles, a única concentração de pessoas é mesmo no perímetro dos caixas, mesmo assim, com filas de dois ou, raramente, de três clientes.



No interior, entre corredores da parte de hortifrúti ou das gôndolas, a queda da movimentação é nítida. Clientes circulam praticamente solitários entre as prateleiras e, aparentemente, respeita-se à distância de um a dois metros que se deve manter de outra pessoa.

Laurentina Miranda, que às 16h de quarta-feira (25) estava em um supermercado da avenida Luciano Guidotti para a compra semanal, circulava tranquila e sem pressa com um grande carrinho de compras, ainda com poucos produtos.

Ela conta que esteve lá na semana passada e sentiu uma leve alteração no preço de alguns produtos. “A cebola subiu de preço, o quilo está ao menos uns R$ 2 mais caro”, conta. O álcool em gel deveria ocupar um espaço no carrinho de Laurentina, mas o tão desejado produto por praticamente todos os piracicabanos estava em falta. “Está difícil de encontrar, já tentei em diversos supermercados da cidade”, ela desabada.

É o mesmo drama de um casal em um supermercado no Bairro Alto, que preferiu não se identificar. “Estamos em busca do álcool em gel, há semanas. Hoje (ontem) já estivemos em um supermercado no Piracicamirim, mas também não encontramos”.

Reinaldo Lucas, gerente do supermercado na Luciano Guidotti, revelou que no início desta semana chegaram quatro palets com caixas de álcool em gel, mas se esgotou rapidamente. “É mesmo o produto mais procurado aqui. Estamos para receber mais unidades”, conta.

O gerante também conta que, em questão de uma semana, alguns produtos ficaram mesmo mais caros. “Mas é pouca coisa, questão de centavos”, pondera Lucas. Ovos e outros hortifrútis, além de leite, são alguns deles. A cartela de ovos está mais cara inclusive em feiras. No início desta semana, uma cartela de duas dúzias era vendida à R$ 20 em uma pequena feira numa praça na rua São Cruz, esquina com a São João.

Quanto ao reabastecimento dos demais produtos, Lucas garante que está normal, sem nenhum gargalo nas gôndolas. Ele comenta, ainda, que a muvuca no supermercado foi apenas durante a semana passada. “O movimento agora está normal”.

Erick Tedesco