Supletivo com 2.600 alunos funciona precariamente

Foto: Claudinho Coradini/JP

Equipe de 37 pessoas dividem duas salas no Paula Souza

O supletivo público de Piracicaba está funcionando precariamente quanto à infraestrutura. Alocado na Escola Técnica Estadual (Etec) Fernando Febeliano da Costa, do Centro Paula Souza, o prédio passa por reformas e gera dificuldades à administração do curso Ceeja (Centro Estadual de Educação para Jovens e Adultos) Professor Antônio José Falcone. Recentemente, a diretoria pediu intervenção do Poder Público municipal para ser transferida para outro recinto. Em uma mídia social do Falcone, há muitas reclamações sobre a falta de atendimento da escola em relação à matrícula e rematrícula – possivelmente, pela deficiência quanto ao espaço físico que possibilite o funcionamento regular da gestão do supletivo. O Ceeja de Piracicaba atende atualmente 2.651 alunos, que assistem as aulas remotamente e realizam as provas presencial, informa a assessoria de imprensa do governo do Estado de São Paulo.

Na última terça-feira, dois diretores da escola estadual, Rosemeire Alesina e Angelo Cobra, e também o professor Edson Amaral, foram recebidos na Câmara Municipal de Piracicaba para falar sobre as condições em que funcionam o curso, informa a assessoria de imprensa do Legislativo. Os três representantes do Falcone foram recebidos pelo vereador André Bandeira (PSDB). O pedido foi que o parlamentar a intermediasse, junto à prefeitura, um novo espaço físico de funcionamento do Ceeja. Conforme relatos, o supletivo local atende a demanda de 25 cidades da região e conta com 32 pessoas em seu quadro de funcionários – entre professores e direção. Esta equipe tem que dividir duas salas da mantenedora, o Paula Souza.

TUDO IGUAL
A Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba esclarece que o Ceeja segue funcionando no mesmo local. “No momento, o prédio está passando por reformas e tem realizado otimizações em sua rotina para minimizar os transtornos até que a obra seja concluída. A Diretoria está estudando a realocação do Ceeja e, por enquanto, não há nenhuma determinação de transferência dos alunos”, finaliza a nota, adicionando que o departamento estadual está à disposição dos alunos para quaisquer esclarecimentos.

Tudo igual mesmo ficou a vida de Karolaine Santos. Aos 24 anos, desempregada, mãe solteira com dois filhos, enxergou uma chance no supletivo para conseguir recolocação no mercado de trabalho. Esperou por um mês sua matrícula no Falcone, mas não conseguiu. “Eu precisava urgente do supletivo, como demoraram para responder, paguei um particular. Queria entrar em um concurso, mas não deu certo”, conta, frustrada, Karolaine que sonha em ser enfermeira.

Cristiane Bonin
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