Local é perigoso e outros acidentes podem ocorrer (Foto: Amanda Vieira/JP)

O arquiteto Leonardo Falcoski Gomes, seu filho de um ano e o cachorro da família caíram em uma caixa de inspeção de esgoto em 6 de junho pois a tampa cedeu quando passaram por ela. Leonardo questiona a falta de estrutura do local, que fica no final da avenida Prof. Alberto Vollet Sachs, próximo à última rua do Jardim Brasília, e se preocupa com a segurança de outras pessoas ou de animais, pois o buraco ainda não foi fechado. Sua esposa ligou na prefeitura e guardou o protocolo de atendimento.

“Tem uma escadinha inclusive ali que acaba em cima dessa tampa, ou seja, é um lugar de circulação. Não é um lugar de muita circulação, é meio escondido, mas é aberto, não tem cerca, não tem nada sinalizando”, comenta.

Gomes observa que faltou ferragem no concreto. “O concreto simplesmente só ele não é estrutural […]. Se tivesse ferro não teria caído lá dentro, ela poderia desmanchar, mas eu iria ficar meio preso com meu pé no ferro e tudo mais […]. Ela esfarelou como se fosse uma bolacha água e sal”, conta.

Ele caiu de costas de uma altura aproximadamente 2 metros com seu filho em um canguru no peito. “Metade ficou pendurada lá. Ainda está perigoso, a qualquer momento pode cair ou cair algum animal lá dentro” preocupa-se.

Gomes precisou ir ao hospital, fez raio-x, levou ponto em um corte profundo na perna e tomou medicação. Pelo contato com a água de dentro da caixa, a família passou a semana com virose.

Como ninguém ouviu seu pedido de socorro de dentro da caixa, precisou colocar o filho para fora, na grama, e escalar o buraco. Um motorista parou para ajudá-lo e então entrou novamente na caixa para resgatar o animal, que não havia conseguido tirar antes de si por ser grande.

Questionada, a prefeitura informou que a concessionária Mirante isolou a área “e iniciou a emolduração da tampa para fechamento da caixa”, disse a nota.

A nota também ressalta que a área fica próximo ao ribeirão e é considerada um “local perigoso e não indicado para circulação de pessoas porque há riscos de infestação de carrapatos e presença de animais peçonhentos”.

Andressa Mota

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