Pelo bom senso, estádios e ginásios continuarão vazios (Foto: Claudinho Coradini/JP)

As competições esportivas em todo o Brasil continuam paralisadas em razão da pandemia da covid-19. Mesmo vivendo o epicentro da doença, algumas cidades pensam no retorno da competição, como o Rio de Janeiro, com os principais clubes em conflito, já que Flamengo e Vasco querem retornar a campo no mês que vem, enquanto Botafogo e Fluminense querem aguardar mais um pouco, achando imprudente uma volta do futebol neste momento. Em Piracicaba, os técnicos e treinadores das mais diversas modalidades querem voltar a ativa, mas são contra um retorno neste momento, cada um com sua opinião e justificativa.

Diego Spigolon, treinador de karatê de atletas consagrados, como Natalia Brozulatto (Ouro no Pan de Toronto) e Hernaní Veríssimo (Prata em Lima) diz que é um assunto delicado, já que cada modalidade tem a distinção, mas defende que as competições devem aguardar mais um pouco. “No Karatê, um Brasileiro por exemplo, reúne cerca de mil atletas, desde cidades com muitos contágios, até de cidades menos afetadas. A possibilidade de contágio é grande, portanto acho muito irresponsável as competições retornarem neste momento.

Leandro Silva, técnico do time de futebol feminino Caldeirão FC, também é contra o retorno das competições neste momento. “Na minha opinião, que amo e vivo o esporte, acho que agora, o momento é de lutar contra esse adversário. A paixão pelo futebol é grande, mas o amor pela pessoa é maior, portanto temos que aguardar o Ministério da saúde, os cientistas, ver como está sendo os casos no Brasil. O futebol envolve aglomeração, contato, os atletas têm famílias, portanto temos que aguardar mais um pouco.

Ariel Rodrigues, treinador de basquete feminino do Caldeirão, acha que os treinamentos físicos já podem ocorrer, porém já é mais cauteloso em relação aos táticos e aos jogos em si, já que, para ele, a covid-19 precisa ser controlada para a volta das competições. “Temos dois pontos a pensar. O primeiro é que, pelo que tenho estudado, ainda não acharam uma cura, algo que te dê certeza que irá se recuperar se for contaminado pela covid-19. O segundo é entender até que ponto a estrutura esportiva, clube, competição, vai conseguir avaliar essas pessoas, se vão estar contaminadas ou não, detalhou Ariel.

Marlon Pedroso, treinador de boxe da Academia Top Boxe, também é contra a volta das competições para o público, mas acredita que a prática do esporte deve voltar(com restrições), já que a prática do esporte e uma grande arma para a prevenção da covid-19, sendo que pensou em algumas restrições na qual colocará em prática em breve. “Pensei em algumas restrições pensando no bem e na saúde de todos, como ter no máximo de oito pessoas em um lugar limpo desinfetado, arejado e ventilado; manter o distanciamento de no mínimo dois metrôs; exigir o uso da máscara durante o treinamento, entre outros”, explicou.

Por fim, Tarcísio Pugliese, o técnico do XV de Piracicaba acha difícil opinar sobre o assunto, mas diz que devemos seguir sempre as normas dos órgãos de saúde. “Não temos conhecimento o suficiente para saber com exatidão todos os perigos que envolvem uma questão como essa. O que sabemos é que eles existem. Claro que a nossa vontade é que as coisas melhorem e voltem o mais rápido possível, mas o parecer que deve prevalecer sempre é dos órgãos oficiais de saúde, para que todos os procedimentos sejam conduzidos da forma mais embasada e segura possível”, concluiu.

Mauro Adamoli

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