Tecnologia veio para ficar de vez para o sistema educacional

Há alguns meses, ver os professores por uma tela se transformou no novo “normal”. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A pandemia da covid-19 forçou instituições de ensino a utilizar ferramentas tecnológicas para dar continuidade às aulas de maneira remota. Desde que o isolamento social se tornou necessário, educadores têm experimentado novas possibilidades de ensinar. Alternativas estas que devem ganhar espaço nos processos pedagógicos quando a crise sanitária provocada pelo novo coronavírus for superada.


“A tecnologia, que já se fazia tão presente na metodologia da nossa escola, com certeza será ainda mais intensa e requisitada; uma realidade a qual todos deverão se adaptar”, afirma Marta Cappelletti Zago, proprietária e coordenadora do Colégio COC Piracicaba.

De acordo com ela, as aulas foram adaptadas ao modelo de educação a distância, mantendo a estrutura e autonomia da escola. “Decidimos trabalhar com aulas diárias, por meio do direcionamento das apostilas adotadas pelo sistema, com uma redução de dez minutos em cada aula. Passamos de cinco para quatro aulas diárias até o 2º ano do ensino médio, e cinco aulas diárias no 3º ano do ensino médio”, explica. O COC tem 750 alunos matriculados.

O Colégio Dom Bosco investiu na capacitação dos colaboradores, promoveu maior união entre o pedagógico e a TI (Tecnologia de Informação) e adquiriu mais recursos tecnológicos. “O uso das tecnologias no ambiente educacional já era tema de estudo há anos, tanto que foi se solidificando e ganhando credibilidade. Podemos concluir que a geração pós covid-19, em todos os setores, estará ainda mais conectada com as tecnologias”, opina Eliana Senicato, diretora pedagógica do Dom Bosco Piracicaba, que atualmente tem em torno de 2,3 mil alunos matriculados nas três unidades localizadas no município.

Assim como os colégios de ensino infantil, fundamental e médio, as universidades também foram obrigadas a se adaptar diante desta nova realidade. E o que parecia ser uma ferramenta emergencial já é visto como essencial no futuro. “Os recursos de TI serão mais utilizados para reuniões e trabalhos em casa e as aulas remotas desenvolvidas e aperfeiçoadas”, afirma Gustavo Frateschi, coordenador de Marketing da Fatep (Faculdade de Tecnologia de Piracicaba).

O professor Vagner Cavalcanti Ribeiro, diretor de Operações do Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) – Campus Assunção, em Piracicaba, acredita que no futuro a conectividade será universal e acessível a todas as pessoas, facilitando o processo de ensino e aprendizagem.

“Deverão coexistir as experiências, vivências nos ambientes escolares, com predominância de atividades práticas e laboratoriais com a riqueza dos recursos online. Neste ‘novo normal’ teremos professores treinados e capacitados para o uso de novas tecnologias e as escolas desempenhando um novo papel, em que deverão proporcionar o protagonismo do aluno, sem limitação de espaço e tempo, integrando o mesmo à comunidade e à educação”, conclui Ribeiro.

Em meio à crise, Fumep anuncia abertura de curso de Direito

Apesar da crise sanitária provocada pelo novo coronavírus e da suspensão das aulas presenciais neste ano, a Fumep (Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba) aposta na retomada das atividades econômicas em 2021 e na necessidade da formação de profissionais qualificados. Por isso, a instituição anunciou, já para o próximo ano, a abertura do curso de Direito. No total, serão oferecidas 160 vagas, sendo 80 no período matutino e 80 no período noturno.


“O curso de Direito primará pela qualidade em todos os aspectos e, com respaldo de um corpo docente composto por mestres e doutores atuantes no mercado, vai oferecer ao aluno formação técnico-jurídica em áreas emergentes e vinculadas à vocação da cidade, em particular àquelas ligadas ao setor tecnológico e empresarial”, destacam Mauro Rontani Júnior e Antônio Carlos Giuliani, presidente do Conselho de Curadores da Fumep e diretor-executivo da instituição, respectivamente.

Para a criação do curso, a fundação firmou convênio com a USP (Universidade de São Paulo) e sua Faculdade de Direito de Ribeirão Preto. “O curso nasce da necessidade de formação de profissionais para atuar em uma sociedade e em um mercado de trabalho marcados pelas inovações tecnológicas e pelas constantes transformações dos processos sociais, produtivos, educacionais e jurídicos”, afirmam Rontani Júnior e Giuliani.
Atualmente, por conta da pandemia, as quatro unidades da Fumep – Cotip (Colégio Técnico e Ensino Médio), Graduação EPP (Escola de Engenharia de Piracicaba), Pós-Graduação EPP e CEPP (Centro de Educação Profissional), mantém o ensino a distância com aulas remotas e interativas por meio de uma plataforma digital.

Ana Carolina Leal

Especial para o JP