Tenistas Luisa Stefani e Laura Pigossi conquistam bronze inédito, em Tóquio

Medalha de bronze inédita para o tênis brasileiro na história dos Jogos Olímpicos - Crédito foto: Divulgação

O Brasil conquistou neste sábado, dia 31, a medalha mais improvável nos Jogos Olímpicos de Tóquio. As tenistas Luisa Stefani e Laura Pigossi faturaram o bronze após vitória sobre as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/4 e 11/9, em 2h11min de jogo.

Luisa e Laura alcançaram a melhor marca do tênis brasileiro na história das Olimpíadas. Antes, o país só tinha um quarto lugar, em Atlanta-1996, com Fernando Meligeni na chave de simples.

A explosão de emoção das duas tenistas após a impressionante virada sobre as russas, vice-campeãs em Wimbledon neste ano, se explica pela maneira como as duas alcançaram tal feito. A dupla só ficou sabendo que participaria da Olimpíada no Japão de última hora. Isso porque elas foram inscritas no torneio por um dirigente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) e ficaram na lista de espera. Somente depois de desistências na chave é que elas foram confirmadas nos Jogos, já a quase uma semana do início do torneio de duplas em Tóquio.

Luisa mora nos Estados Unidos e Laura, na Espanha. Elas não jogam juntas e só foram ganhando entrosamento durante as partidas no Japão. Atual número 23 do mundo nas duplas, Luisa é a melhor atleta ranqueada do Brasil desde que o sistema da WTA foi criado, em 1975. Ela só começou a competir no circuito profissional em 2018, já com 21 anos, após jogar o circuito universitário dos EUA.

Na campanha do bronze nos Jogos de Tóquio, a dupla estreou com vitória sobre as canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fichman. Na sequência, superaram as checas Karolina Pliskova e Marketa Vondrousova. Nas quartas de final, elas venceram as americanas Bethanie Mattek-Sands e Jessica Pegula. Nas semifinais, no entanto, acabaram caindo diante das suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic. Foram, então, para a disputa do terceiro lugar com as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina.

Edilson Morais

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