Terceiro pedido de cassação contra Barjas é protocolado

Denúncia é assinada por membro do Movimento de Combate à Corrupção; outras duas foram rejeitadas pela Câmara | Foto: Claudinho Coradini/JP

O Movimento de Combate à Corrupção protocolou, hoje (10), o terceiro pedido de cassação contra o prefeito Barjas Negri (PSDB). O documento aponta processos e condenações em segunda e primeira instância, as quais foram recorridas. O documento é assinado por Ademir Elias Frasseto Martins.


Os argumentos da denúncia também foram apresentados nos pedidos de cassação protocolados em 29 de julho e 17 de setembro. Ambos foram rejeitados pela Câmara de Vereadores. Além disso, cita manifestação do procurador regional eleitoral Sergio Monteiro Medeiros a favor do indeferimento da candidatura à reeleição do prefeito, que será julgada em segunda instância pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo).

Entre os argumentos estão condenação em primeira instância em junho com anulação do contrato de PPP (Parceria Público-Privado) de serviços de limpeza pública e a manutenção da condenação pelo TJSP (Tribunal de Justiça do Estado) por improbidade administrativa na contratação de consultoria em 2005.


De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, o pedido de cassação será encaminhado à Presidência da Casa e, depois, ao departamento jurídico, que dará um parecer se considerar que há novos fatos e vai orientar sobre os encaminhamentos.

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Coordenador do Movimento, Rogério Gonçalves afirma que o grupo é apartidário e que qualquer cidadão pode protocolar tal denúncia. Quanto aos argumentos, afirma que as condenações do prefeito “ferem o decoro”. “Mancha a cidade, deixa uma nódoa quanto ao gestor da cidade, pouco importa se nós estamos às beiras das eleições, inclusive ele está sendo questionado pelo Ministério Público Estadual e por outros partidos sobre a sua condução de inelegibilidade em função de condenações judiciais”, diz.


Em nota, a assessoria de Barjas afirmou que a oposição tenta ganhar as eleições no “tapetão” pela segunda vez nesta semana e que “requenta argumentos que não prosperaram no passado”, sendo que o objetivo do pedido de cassação é “publicitário”, além de tentar “confundir o eleitor”.

“É lamentável que se furtem da disputa pelo voto ou ainda do debate sadio e construtivo para os desafios de Piracicaba pós pandemia”, diz ainda a nota.

Andressa Mota

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