Thales de Andrade tem suas obras em acervo digital

Parte do acervo da Biblioteca Municipal (Foto: Acervo público)

Como nome do alto escalão da literatura infantojuvenil nacional, Thales Castanho de Andrade, ganhou desde abril, seus 130 anos de história disponíveis em acervo digital, no www.thalesdeandrade.com.br. O site é uma realização da Academia Piracicabana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.

Fotos, documentos, publicações e recortes de jornais configuram suas maiores referências para consulta digital gratuita a todos os pesquisadores e entusiastas da literatura nacional. O acervo físico foi organizado inicialmente pelo fundador da Academia Piracicabana de Letras, João Chiarini, com a contribuição de outros admiradores, tais como Elias Salum, Hugo Pedro Carradore e Moacir Nazareno Monteiro. “Após organização e digitalização de diversos documentos, o acervo está acessível para que novas pesquisas possam ser realizadas sobre o escritor”, explica Vitor Pires Vencovsky, presidente da Academia Piracicabana de Letras.

Thales publicou cerca de 50 livros – grande parte incorporada à época pelas instituições de ensino no Brasil como material imprescindível em sala de aula. Saudade, escrito em 1917, foi seu livro mais famoso, conhecido como o livro ideal, obrigatório e o livro dos livros. Outras obras publicadas: A Filha da Floresta, Itaí, A Estrela Mágica, El-Rei Dom Sapo, Bem-te-vi Feiticeiro, O Pequeno Mágico, Trabalho, O Gigante das Ondas, Dona Içá Rainha; Bela, a verdureira, A Rainha dos Reis e Caminho do Céu, entre outras.

Por todas as suas contribuições na literatura, o professor que marcou gerações é lembrado e homenageado pela Lei Municipal n.º 4.857 de 2.000, consolidada pela Lei n.º 5.194 de 2.002.

MUSEU PRUDENTE
Thales de Andrade é também peça de museu. Segundo a diretora do Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, Renata Gava, a coleção Thales de Andrade do espaço tem medalhas, documentos diversos, fotografias e livros. “Todos os objetos doados são acervo do Museu, a diferença é que uns estão expostos e outros guardados na Reserva Técnica”, ela explica. O museu está hoje fechado ao público, mas mesmo se estivesse em pleno funcionamento, se não fosse a pandemia, mas mesmo assim, os visitantes não encontrariam nada da coleção exposta. Segundo Renata, tudo está, atualmente, na reserva técnica.

Erick Tedesco

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