“Nos 12 eixos temos propostas abrangentes, visto que foram analisados o orçamento do município” (Foto: Amanda Vieira/JP)

A Piracicabana Carolina Angelelli, 40 anos, é filha do casal Luciana Aparecida Rubinato Cibim e Antonio Donizete Angelelli. Formada em Direito, ela tem especialização em Comunicação. Carolina atua como jornalista no Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba, São Pedro e Região e trabalhou  como assessora técnica na Prefeitura de Rio das Pedras.

Ela é a candidata do PDT à Prefeitura de Piracicaba e tem o advogado Giovanni José Osmir Bertazzoni, 40 anos, como vice, na chapa pura.

Como a senhora assume a prefeitura durante a pandemia de covid-19, quais serão as medidas adotadas por sua administração diante da situação da saúde pública?

Enfrentar a pandemia e as questões que envolvem Saúde Pública dependem de ações transparentes, integradas e tecnológicas nas transmissões de dados e participação popular. Nosso Projeto Municipal de Desenvolvimento – PMD, é muito claro ao determinar uma revisão estratégica no Sistema de Saúde Municipal. Estas medidas foram rigorosamente descritas e quando implementadas trarão mais de 100 milhões em repasses governamentais por ano. A Saúde dos Piracicabanos é um item essencial para mim e sei seguramente como melhorar. Vale ressaltar que nossos servidores municipais são muito qualificados e estão enfrentando a pandemia com muita dedicação.

A cidade de Piracicaba enfrenta problemas no abastecimento de água. Quais suas propostas para essa questão? Está em seu programa de governo a privatização do Semae?

O Semae está há pelo menos dez anos sem investir em novas redes e nos reservatórios, além de termos redes muito antigas que precisam de substituição. Existem recursos suficientes na autarquia para implementarmos as alternativas descritas pelo engenheiro Thiago Seydel, especialista que nas cidades vizinhas resolveu o colapso no abastecimento de água, em nosso PMD. Não seremos coniventes com processos de privatizações que tragam prejuízos a cidade e majoração de tarifas.

Atualmente o tratamento do esgoto é prestado por um contrato PPP (parceria público privada), se eleita a senhora pretende manter essa forma de contrato? Em caso negativo, qual sua proposta

Esses contratos com PPPs devem ser revistos. Hoje, a falta de transparência atraí a insatisfação popular. Nós vamos trabalhar para reduzir custos públicos e investir em transparência. Se os contratos das PPPs não satisfazem a sociedade não podemos mantê-los assim.

O transporte público é outro serviço que tem sido alvo de críticas dos usuários, quais suas propostas para o setor?

Nosso transporte coletivo não foi modernizado, reduzindo o número de usuários que está com 30 mil passageiros. Temos um serviço de péssima qualidade, sem acessibilidade, carros velhos, poluidores, barulhentos e construídos sobre carroceria de caminhão. A modernidade já alcançou muitas cidades e tenho-as como exemplo no PMD, analisando as perspectivas de implementação de frota própria, elétrica e movida por energia limpa.

Com a pandemia de covid-19 empresas e comércio fecharam as portas ou reduziram a produção, algumas demitiram funcionários. Como retomar a produção, incentivar o comércio e atrair empresas para Piracicaba?

Usaremos os potenciais e as vocações de Piracicaba para garantir empregabilidade e investimentos, estamos sugerindo a criação do SIM (Sistema de Inspeção Municipal) que poderá garantir emprego e renda com produção e industrialização de alimentos em nossas propriedades rurais e urbanas. Com essas mudanças Piracicaba será um polo de produção diversificada e os produtores recolherão seus tributos aqui, gerando renda e movimentando a nossa economia.

Outra alternativa: Estimular o sistema de cooperativismo e os negócios locais com crédito para investimentos, como o exemplo bem sucedido do Governo do Ceará e que existe em mais de 150 municípios. Criaremos nosso próprio Banco de Piracicaba e este deve ser promovido pelo Poder Executivo que irá ofertar crédito com a criação de uma moeda com circulação local (em Piracicaba).  Também tratamos no PMD sobre cidade exportadora, startups, e manteremos o diálogo com as entidades representativas do Comércio e da Indústria para desenhar estratégias de crescimento.

Em seu plano de governo, quais áreas são prioridades e, de forma bem resumida, quais as propostas para elas?

Estamos trabalhando com 12 eixos para preparar Piracicaba para o futuro, esses pontos estão em nosso PMD que pode ser acessado em minhas redes sociais. Nos 12 eixos temos propostas abrangentes com exequibilidade, visto que foram analisados o orçamento do município e em cada um deles terá aplicação de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal e as metas legais estabelecidas pela Constituição.

É fundamental que as secretarias municipais caminhem integradas para que todas se comuniquem e os trabalhos sejam executados conforme apontamos nas metas.

 Pretende aumentar (ou manter) verba para a OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba)?

Os investimentos em Cultura são uma das nossas metas principais. Os Conselhos Municipais devem ser ouvidos e nossas escolhas não serão pessoais, mas passarão pela efetiva importância das atividades desenvolvidas, no caso específico da OSP seremos coerentes com sua importância.

Como a senhora pretende melhorar a segurança na cidade?

Temos um projeto completo e envolvemos as ações de todas as polícias, com retomada das bases comunitárias nos bairros dando efetiva participação a comunidade e com a utilização de novas tecnologias e a utilização de um sistema integrado e tabletes para o acesso imediato às ocorrências.

Há planos de reforma ou solução para a praça José Bonifácio?

Precisamos reviver a praça para que ela volte ser ocupada pelo povo com ampla implantação de projetos culturais e de lazer, sem ignoramos as questões sociais e humanas que a envolvem. O PDT tem um projeto amplo e humano para as pessoas em situação de rua.

Como pretende estimular o crescimento econômico da cidade?

Temos a consciência que antes da pandemia nós já estávamos enfrentando uma grave crise econômica que se agravou muito e seus impactos foram drasticamente sentidos por todos os brasileiros. Indicadores econômicos nos apontam que até 2030 os municípios terão pouco apoio do Governo Federal. Por isso, temos que avançar dentro de nossas possibilidades e elaboramos uma etapa emergencial constituída por ações 6 iniciais para serem executadas nos 6 primeiros meses de Governo: 1º) Negociação e cobrança de impostos municipais de Condomínios de alto padrão social, como IPTU e ITBI; 2º) Criação do S.I.M.; 3º) Implantação de placas de energia solar nos espaços públicos (que trarão economia imediata e compromisso com a meio ambiente); 4º) Criação de um Banco Municipal que fomentará a economia local; 5º) Implementação de um novo Sistema de Saúde; 6º) Revisão e auditoria em todos os nossos contratos, incluindo os contratos de Parceria Público Privada (PPPs) e contrato de Zona Azul. Logo nos nossos primeiros dias de Governo, precisamos detalhar nossos indicadores de competitividade para estabelecermos um roteiro de prioridades que deverão ser executados estabelecendo metas e prazos e sempre com total transparência e participação popular.

Beto Silva

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