Trabalho com carteira cai 40% em junho diante de maio

Comércio deve voltar a contratar a partir de outubro

Serviços e comércio não mantêm a performance e criação de novas vagas recua ao fim do 1º semestre

Piracicaba encolheu no emprego formal em junho e contratou 40% menos frente ao realizado em maio, aponta dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os setores de comércio e serviços, que tiveram um bom desempenho em maio, perderam força na contratação em junho. O índice de maio também ganhou impulso na sazonalidade na agropecuária – o que inclui o setor sucroenergético, destaque na cidade – o que não se repetiu em junho.

Divulgado ontem pelo Ministério da Economia, desta vez o balanço não foi publicado com dados por setor – comércio, serviços, indústria, construção e agropecuária. Em maio, o saldo de carteiras assinadas (admissões subtraídas de demissões) foi de 956 postos de trabalho – o que indica um volume de novas vagas criadas. Já em junho, o mesmo cálculo ficou em 573. “A agropecuária gerou 165 postos [em maio] e, neste mês [junho], provavelmente, a incidência foi zero. O que me saltou os olhos, foi o desempenho de serviços e comércio [em maio], puxando 500 vagas. Como houve esse crescimento expressivo, provavelmente, houve uma diminuição a contratação em junho. Então, a queda [no saldo, de 40%], reflete tal diminuição: o aumento expressivo em maio dos dois segmentos [comércio e serviços] mais a sazonalidade da agropecuária”, explica o gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Piracicaba, Homero Scarso. Roberto Previde, vice-presidente do Sincomerciários (Sindicato dos Empregados no Comércio de Piracicaba), corrobora a análise de Scarso, dizendo que o comércio está em stand-by. “Não está contratando, mas também não está demitindo.

Está tudo parado. E, com a vinda desses novos supermercados, os já existentes também não estão contratando porque já esperam uma redução nas vendas. Aliás, todos os mercados em operação deverão diminuir seus quadros de funcionários em 10%.” Previde contabiliza a abertura, até o início de 2022, de mais seis supermercados na cidade. Apesar de gerar cerca de 500 empregos diretos, ele avalia que o consumo piracicabano não comportará tamanha ampliação do segmento varejista. Sobre as expectativas quanto ao segundo semestre, as contratações começarão a decolar entre outubro e novembro. “Até setembro, vai ficar tudo estacionado [em relação à criação de novos postos de trabalho no comércio].” Entretanto, o gerente do Ciesp destaca a importância da manutenção de um saldo positivo. “Apesar do resultado ser bem menor, se olharmos o acumulado do primeiro semestre, totalizamos um acréscimo de 4.108 novos postos de trabalho, isso demonstra uma tendência importante na recuperação do setor produtivo.”

Cristiane Bonin

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