Tumor no cérebro cresce lentamente

Foto: Pexels

Com o fim da campanha Maio Cinza, médicos reforçam a gravidade e a complexidade do câncer cerebral

O mês de maio se despediu com muitas boas campanhas em prol da saúde como o suicídio infantil, hepatite, cuidado ao trânsito etc, mas talvez a campanha de maior importância foi a do Maio Cinza, que se trata sobre a conscientização do câncer no cérebro, um tumor potencialmente grave, de difícil remoção e que afeta diretamente todo o sistema nervoso e lógico do corpo.
O tumor no cérebro pode ter apresentações variáveis. “É frequente, nos benignos, o paciente permanecer assintomático por um período prolongado, isso porque o tumor cresce lentamente e o cérebro vai se adaptando. Podem ocorrer também sintomas focais, que são dependentes do local em que está localizado o tumor, podendo cursar com perda de força em alguma parte do corpo, alteração na visão, audição, fala e comportamento. Porém, vale ressaltar que as manifestações, na maioria dos casos, são inespecíficas como sonolência, náuseas, vômitos, crise convulsiva ou dor de cabeça”, explica o oncologista David Pinheiro Cunha.
Infelizmente não são poucos os casos no Brasil, de açodo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que no País sejam diagnosticados 11.090 novos casos de câncer cerebral anualmente, sendo 5.870 homens e 5.220 mulheres neste ano. Atualmente, ocupa a décima posição entre os tumores mais frequentes nas mulheres brasileiras e a décima primeira posição entre os homens. Esses números tendem a ser muito maiores se forem considerados, também, os tumores benignos do sistema nervoso central.
De acordo com o neurocirurgião Victor Vasconcelos, classificar um tumor na cabeça como benigno ou maligno ressalta que, no sistema nervoso, não representar a real ameaça que a presença da lesão causa, uma vez que mesmo tumores benignos são capazes de gerar graves consequências à saúde por estarem entre conexões neurais e terminações nervosas bem delicadas.
No que se refere à agressividade, os tumores benignos apresentam crescimento lento e podem ser acompanhados por exames de imagem periódicos ou tratados com cirurgia com altíssimas chances de cura. “Já os tumores malignos apresentam crescimento rápido, presença de sintomas e necessitam de tratamentos mais agressivos. Dentre os tumores malignos, o glioblastoma multiforme é o que apresenta menores chances de cura, apesar do avanço do tratamento nos últimos anos”, comenta David

PRECAUÇÃO

Quando se trata de câncer é meio difícil apontar um motivo específico, principalmente o de cérebro, mas evitar o consumo e cigarros e uso em excesso de álcool já ajudam. O Dr. Victor, também, conta que outras precauções que se possa tem é evitar a exposição à radiação ionizante e às substâncias tóxicas. “No entanto, alguns fatores de risco não dependem do comportamento do indivíduo, como os relacionados ao histórico familiar e a presença de outras doenças. Diante disso, o papel do diagnóstico precoce se torna uma das principais armas para prevenir o dano da doença. A identificação do quadro numa fase inicial é fundamental para a implementação do correto tratamento, o que pode determinar a capacidade de controle ou até a cura do paciente e reduzir muito a chance de sequelas neurológicas. Até o momento, contudo, não há”, afirma o neurocirurgião.
Ambos profissionais reafirmam que, apesar dos avanços nas técnicas de tratamento, o diagnóstico precoce ainda é a principal arma para aumentar as chances de cura e reduzir as sequelas. “Por isso, a importância do Maio Cinza, que tem como objetivo conscientizar a todos sobres os sintomas que devem ser investigados. Mesmo durante o período de pandemia, importante lembrar que a COVID-19 não é a única vilã!”, finaliza Dr. David.

Agência Estado

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