‘Um empresário humano’, define escritor e amigo de Celso Silveira

Foto: Acervo Pessoal

O jornalista Cecílio Elias Netto se declara ‘absurdamente triste’ com a morte inesperada do empresário

Para o jornalista e escritor Cecílio Elias Netto, o legado deixado pelo ex-aluno e amigo Celso Silveira Mello Filho, o Celsinho, é a figura de um humanista. O sorriso no rosto e a simplicidade são algumas das características destacadas pelo autor de obras como ‘Piracicaba, a terra da doçura’. “Ele era um humanista, apesar do homem de grande eficiência e competência, era um empresário humano”, conta o amigo, que se declara ‘absurdamente triste’ com a morte do empresário. Em seu livro ‘Piracicaba, a doçura da terra’, de 2017, Cecílio narra uma parte da história de Celsinho, que ainda muito jovem assume o papel do pai, Celso Silveira Mello, na produção de açúcar.

“Os Ometto – Silveira Mello criaram a Cosan que, depois – com a morte de Celso Silveira Mello – foi administrada brilhantemente pelos irmãos Celso e Rubens Ometto Silveira Mello. Celsinho decidiu-se a cultivar o Norte do País, numa verdadeiro revolução econômica no Tocantins e Pará. Rubinho comandou a Cosan, que se transformo numa das mais poderosas empresas brasileira, também em “joint venture” com a Shell, fundadoras da Raízen”, cita o autor.

Cecílio recorda que o patriarca morreu quando Celsinho ainda era seu aluno na Eca – faculdade de economia que viria ser o embrião da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba). “Foi um momento muito doloroso e eu já conhecia a família e nos aproximamos mais ainda”, recorda. “Como estudante, sempre foi brilhante, um lutador e muito trabalhador”, acrescenta.

Assim como a continuidade do trabalho, com a morte do pai, Celsinho manteve as ações de filantropia que eram mantidas pela mãe, Isaltina Ometto Silveira Mello, a dona Isa. “Uma das grandes mulheres de Piracicaba, praticava a filantropia silenciosa, não era assistencialismo, era filantropia mesmo”, observa Cecílio.

Em 2016, o empresário recebeu o título Piracicabanus Praeclarus, honraria que reconhece o valor das que pessoas que, pelo seu trabalho, honram o nome da cidade. Cecílio destaca que o pai, Celso Silveira Mello, foi o primeiro cidadão a receber o título, que também foi concedido ao irmão, Rubens Ometto Silveira Mello.

O empresário expandiu e diversificou as atividades, passando para a agropecuária em fazendas no Norte e Nordeste. “Além de ser um desbravador daquela região Norte, ele também era muito querido”, afirma o escritor.

Com sua simplicidade e carisma, Cecílio conta que muitas pessoas queriam Celsinho como prefeito de Piracicaba. Mas o amigo conta que o interesse pela política passava longe do empresário, que nunca cogitou a possibilidade de administrar sua cidade natal.

ÚLTIMA CONVERSA
O jornalista lembra que dez dias antes do acidente fatal, conversou por telefone com Celsinho. “Falamos de banalidades, futebol, um perguntou como o outro estava, era assim sempre que nos falávamos”, lembrou. Cecílio conta um fato engraçado, mas que mostra bem como Celsinho era um homem de hábitos simples. “Certa vez eu e meu filho fomos a uma reunião na casa do Celsinho. Meu filho ficou por ali enquanto conversávamos e, na volta, me filho perguntou se eu havia reparado nos sapatos do Celsinho. Eu disse que não e ele me falou que estavam todos estragados”, contou sorrindo acrescentando que ‘Celsinho era assim’.

Beto Silva
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