Os primeiros contatos das crianças com o mundo além da família ocorrem na escola. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Os primeiros contatos das crianças com o mundo além da família ocorrem na escola. Nela, elas criam laços de amizades e aprendem a conviver, trabalhar as emoções e superar suas frustrações. Por isso, o período que ficaram ou ainda estão fora desse ambiente é sentido com intensidade. Mas a retomada, de acordo com os protocolos sanitários, possibilita que parte dos pequenos estudantes tenham de volta sua rotina.

Na pré-escola Bem-te-vi, berçário e educação infantil, o diretor Paulo Sérgio Emerique vislumbrou o sentimento de um dos alunos ao ouvir do pequeno no primeiro dia de retorno, em 13 de outubro, que, por estar de volta à escola, “o fim do mundo acabou”.

“A gente achou muito interessante a criança perceber que o fim do mundo não chegou. Indica bastante esse sentimento que as crianças tinham dessa crise, que esse afastamento terminasse”, comenta o diretor.

A proposta da pré-escola é a socialização das crianças com o mundo ao redor, por meio de atividades lúdicas, pois segue o conceito de que é brincando que se aprende.

Nesse cenário, o educador tem o papel de construir – junto aos estudantes por meio das experiências na escola – a relação da criança com o mundo.

“O professor na pré-escola é mais um recreador, trabalha com a criança a imaginação, o faz de conta. Ele forma a criança para o seu meio, quer seja para os brinquedos, quer seja para os seus colegas, os profissionais da escola”, comenta Emerique.

Durante as fases mais restritivas da quarentena, esse contato professor-aluno não foi o mesmo da sala de aula. Mesmo assim, a pré-escola não deixou de lado sua metodologia ao colocar a família toda em contato com atividades recreativas, que estimularam a criatividade dos filhos durante o isolamento.

“A maioria das atividades foram relacionadas com jogos, brincadeiras, para que as crianças pudessem não ficar só interagindo com o computador ou com o celular. Mas, a partir daí, desenvolver com os seus familiares e irmãos, atividades relacionadas a brincadeiras, criatividade, coisas que fizessem as crianças se movimentarem”, lembra Emerique.

Fazem parte da Bem-te-vi cerca de 80 alunos, segundo o diretor, e um quarto deles experienciam agora a escola de uma nova forma, com máscara, aferição de temperatura, distanciamento e higienização constante das mãos. Mas, claro, sem faltar com a alegria contagiante de aprender ao brincar e ser criança.

Andressa Mota
[email protected]

LEIA MAIS:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

dois × 3 =