Japonesa Eiken Chemical Co. vai enviar 720 kits que utilizam a tecnologia Lamp de detecção da doença. /Foto: Eiken Co. Imprensa FCMantoninho Perri.

A parceria entre Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a Universidade de Chiba, no Japão, a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e a empresa Eiken Chemical Co. vai validar testes para a covid-19. Nos próximos dias, a universidade brasileira receberrá 720 kits de testes, produzidos pela Eiken Co., para detecção do Sars-CoV-2 por meio de amostras de saliva. Os testes devem chegar na universidade brasileira no início de dezembro. A validação científica será feita pelo Laboratório de Epidemiologia Molecular e Doenças Infecciosas (Lemdi) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), que domina a tecnologia Lamp, utilizada nesse tipo de teste. A iniciativa vai ampliar o grau de sofisticação das pesquisas desenvolvidas pelo Lemdi e abre a possibilidade de novos tipos de testes de detecção do coronavírus sejam utilizados no controle da pandemia.

No entanto, com o surgimento da covid-19 e a necessidade de cuidados para conter o avanço da doença, vários trabalhos presenciais precisaram ser interrompidos. “Por conta da pandemia, os alunos de pós-graduação, que respondem a cerca de 80%, até 90% da força motriz dos projetos de pesquisa, foram orientados a não comparecer ao campus, assim como nossos funcionários, assim como ocorreu no Japão. Então esse intercâmbio que existe com a ida de pesquisadores brasileiros ao Japão, o trabalhos in loco no nosso laboratório, o Lemdi acabaram sendo interrompidos”, explica Plínio Trabasso, pesquisador do laboratório, professor da FCM e Coordenador de Assistência do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp.

Diante desse cenário, surgiu a proposta do Pact-Brazil, inserido a estrutura do projeto MIRE. No laboratório, serão feitos estudos de validação, que comprovam a capacidade dos insumos de diagnosticar a covid-19, e a aferição de seu grau de precisão. Os testes utilizam o método Lamp, pesquisado pelo laboratório, que é mais rápido, mais barato e mais simples de ser realizado se comparado à coleta do swab nasal para a realização dos testes RT-PCR. “Nada mais natural do que aproveitar uma tecnologia que estava sendo utilizada em nosso laboratório, todos os insumos que já temos, equipamentos, para aprimorar os testes para detecção da covid-19”, explica Plínio.

Da Redação

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