Unidades do Sesc SP param de vender água engarrafada

Intenção é tornar as unidades cada vez mais sustentáveis, inclusive o Sesc Piracicaba. (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Desde domingo (1) as unidades do Sesc (Serviço Social do Comércio) no estado de São Paulo deixaram de vender água engarrafada sem gás e ampliaram a oferta de água filtrada e gratuita nas comedorias e estruturas de apoio às atividades desenvolvidas pela programação. O Sesc Piracicaba aderiu à campanha.


A ação tem o nome “Água de Beber” e visa reforçar o compromisso do Sesc na gestão responsável pensando no meio ambiente, além de conscientizar que o acesso gratuito à água é um direito universal e reduzir a utilização de materiais de uso único.


A expectativa é de que dois milhões de garrafas plásticas deixem de ser comercializadas nas unidades por ano. A iniciativa integra o programa “Lixo: Menos é Mais” e tem como principais alicerces os benefícios à saúde, a segurança hídrica, a sustentabilidade e a cidadania.


“A ação se destaca por seu potencial educador e por mobilizar pessoas em torno do debate da cultura da sustentabilidade. Na medida em que a relação de interdependência sociedade-natureza se coloca como um imperativo para a atuação do Sesc nos territórios em que está presente, é possível vislumbrar projetos e ações cujos arranjos estão ancorados na conservação da biodiversidade, congregando práticas de proteção do ambiente e das pessoas de forma indissociável”, explica Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo.


Miranda destaca a atuação do Sesc SP ao assumir seu papel de corresponsável na cadeia de geração e destinação de resíduos plásticos, amenizando os impactos socioambientais advindos de suas atividades.
Visando a responsabilidade socioambiental, o Sesc também realiza campanhas sobre o acesso à água de qualidade. Entre as ações, nas unidades são divulgadas informações sobre a oferta de água gratuita e a disponibilização de copos retornáveis de 200 ml feitos de policarbonato para informar os frequentadores sobre a novidade.


Há ainda sinalização indicando os pontos de fornecimento de água, telas de fruição, anúncios e campanhas educativas que refletem sobre a qualidade da água, o acesso, consumo e destinação responsável de resíduos.
A medida também vai ao encontro de recomendações de organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), que apontam para a necessidade de redução da produção de lixo sólido.


Desde 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio da Resolução 64/292, de 28 de julho de 2010, reconheceu o direito ao acesso à água potável e ao saneamento como direito humano essencial ao pleno desfrute da vida.


Atualmente, no Brasil, o Senado discute a aprovação da PEC que inclui, na Constituição Federal, o acesso à água potável entre os direitos e garantias fundamentais.

Da Redação