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Universo feminino é tema de sessão cinematográfica gratuita no Sesc. (Divulgação)

O teatro do Sesc é palco hoje, às 20h, para exibição de dois curtas-metragens que tratam do universo feminino — A Velha e Volume Morto —, produzidos pela piracicabana Cristina Barreto de Menezes Lopes, que assina artisticamente como Kit Menezes. A sessão, com entrada gratuita, integra programação do projeto Prata da Casa da instituição, que consiste na apresentação de filmes produzidos por cineastas da cidade. Retirada de ingressos começa às 19h.

Conforme Kit, o universo feminino de idade acima dos 30 anos não tem a notoriedade que merece, o que a motivou a escolher este assunto para os trabalhos. “Eu acho que a questão do feminismo tem muita visibilidade hoje em idade de vinte à trinta anos. Por isso, me inspirei nessas discussões, por ser mais velha e ver o quanto isso é importante de ser discutido e relembrado, ainda mais por pessoas que têm a minha idade.”, comentou a cineasta, que tem 49 anos de idade.

A Velha, produção de 2016, tem cerca de 6 minutos de duração. A protagonista é interpretada por Néya Pedroso. A personagem vive a vida mediante duas músicas: Escrava de Forno de Fogão, de Marcio França, e Adeus Solidão, de Carmem Silva. “Em A Velha, a história baseia-se em uma mulher de 50 anos que passa por uma transição em sua vida. Ela acaba de sair de sua vida de dona de casa e de cuidar de marido para descobrir em si um momento de liberdade. Vale muito a pena assistir para entender a realidade que muitos não conhecem”, afirmou Kit.

Em Volume Morto, também protagonizado por Néya, a ideia nasce de um contexto de seca, sendo que uma mulher de 50 anos, a Olga, vende água na periferia junto de Anita (Iara Machado). Ambas não possuem formação acadêmica e tem de sobreviver a cada amanhecer. As cenas que foram gravadas na comunidade Portelinha, em Piracicaba. A conclusão do curta, de 11 minutos e 15 segundos, foi neste ano.

“Os temas abordados nos curtas são cruciais, porque falam dos problemas sociais e preconceitos que as mulheres com mais de 30 anos passam em seu universo invisível”, comentou Néya, 56, acrescentando que haverá debate sobre os filmes após as exibições.

Tanto A Velha quanto Volume Morto possuem equipe de produção feminina, sendo Tamires Roccatti na direção de fotografia, Gabriela Barreto e Déa Bordin, na direção de arte, e Olívia Fiúsa, na trilha sonora. A intenção, segundo Kit, foi evidenciar o “poder feminino” na arte dos vídeos.

SERVIÇO — Projeto Prata da Casa. Exibição dos filmes A Velha e Volume Morto. Hoje, às 20h, no Sesc (rua Ipiranga, 155, Centro). Classificação: 12 anos. Entrada Gratuita. Ingressos começam a ser distribuídos às 19h. Informações: (19) 3437-9292.

 

(Ana Caroline Lopes)

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