USF do Tupi está sem médico para atender a população

Pacientes do distrito são orientados a procurar uma UPA (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Há mais de um mês a orientadora escolar do Jardim Bartira, Rosângela Pedroso, tenta clínico para sua mãe, Euza Montrazi Pedroso,70, na USF (Unidade de Saúde da Família) Tupi. Dona Euza estava com crises de vômitos e, agora, por alergia e coceiras que tomou conta do corpo, não consegue dormir.

Rosângela foi informada quando procurou a unidade há mais de um mês que o médico estava de licença por covid-19. Depois de cerca de 15 dias, tentou novamente – como a mãe continuava vomitando e sem se alimentar bem, e, segundo a atendente, o médico continuava de licença. Ontem (10), ao procurar a unidade pela alergia da mãe, foi informada que o médico tinha pedido demissão e não havia previsão de substituição. Para conseguir levar a mãe em um dermatologista no postão, precisava de guia do clínico.

“Aqui é longe de tudo, fica muito difícil. Pessoas idosas precisam do posto. Então só tem o clínico, não tem outras especialidades igual dos outros postos e ainda agora nem o clínico”, enfatiza Rosângela.

Rosângela conta que foi orientada a procurar auxílio em uma UPA (Unidade de Pronta Atendimento) e relata que a mais próxima seria a do Piracicamirim, que durante a pandemia atende apenas pacientes da covid-19. Desta forma, teria que procurar a da Vila Sônia ou Vila Rezende, porém não tem carro e tem receio de levar a mãe à UPA, pois além de idoso é cardíaca e precisa trocar a válvula mitral.

Em nota, a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou que o médico que estava de licença pediu exoneração ontem. Disse ainda que a pasta está providenciando um novo profissional. “Enquanto isso, haverá cobertura com médicos de outras unidades, que estarão na USF Tupi pelo menos duas vezes por semana para atender a comunidade local a partir da semana que vem”, informa.

A pasta afirma ainda que a atendente informou Rosângela que na próxima semana haveria médico de cobertura, mas como a mãe reclamava de dor, foi orientada a ir a uma UPA e que depois voltasse à unidade. “Mesmo assim, foi contatada hoje pela enfermeira para agendar atendimento clínico em um posto de saúde mais próximo, acelerando assim sua consulta e o encaminhamento adequado do seu problema”, diz a nota.

Andressa Mota