Utensílios e panelas para cozinhar: menos é mais

Existe uma diversidade grande de utensílios no mercado, para todos os bolsos, necessidades e predileções nos preparos. Com o advento na televisão e internet de programas gastronômicos, em que participantes têm à disposição quase sempre uma cozinha completa, com inúmeras opções de utensílios e panelas, cozinhar com o básico até parece algo do passado ou démodé, principalmente para os amantes do ofício.

Mas o chef Danilo Galhardo, professor universitário, com especialização em cozinha italiano, culinarista de televisão e futuro Youtuber de gastronomia, tem muitos argumentos e dicas para fazer valer a famigerada expressão “menos é mais”.

Em questão de utensílios, Galhardo aponta dois como básicos para um preparo honesto e pontual. “São necessários uma faca muito boa, com um bom corte, e uma tábua. A faca ideal é de oito ou dez polegadas”, conta o chef. Sobre a tábua, ele explica que existe uma diferença entre a prática para casa e daquelas para restaurante, mas o importante é pensar em ter uma de qualidade. “Para restaurante deve seguir diversas normas da legislação, uma cor para cada corte, e em casa isso tanto faz”.

Para o cozimento, claro, é fundamental ter uma panela que preencha alguns requisitos. “Pode ser antiaderente ou de ferro, alumínio não, porque solta resíduos e pode ser prejudicial”. Outro item importante na cozinha é um mexedor de panela. “Um pão-duro, de silicone ou de madeira. Então, com estes quatro itens já podemos fazer uma comida”, completa o chef.

Aliás, o chef Galhardo é tão um entusiasta do confort food, que segundo ele, “é a comida da avó, da mãe, aquela que se comia quando criança, com ingredientes que estava acostumado a comer quando menor. É tendência”. O sucesso desta fórmula tem uma explicação: concentra todos os sabores numa única panela. “Com uma única panela já é possível fazer uma preparação, como galinhada, caldeiradas, arroz com vários ingredientes”.

No entanto, se fazer tudo com uma só panela pode parecer trabalho de profissional, a gastronomia de casa pode ser riquíssima com um kit de quatro a cinco peças, destaca Galhardo: frigideira, uma panela de pressão, um caldeirãozinho e panela simples menor e/ou outra maior. “Com a frigideira pode grelar uma carne, fritar algumas coisas (empanados, tapioca, ovo). Importante que seja antiaderente, porque não usa muita gordura, fica mais sequinha, não gruda”.

Nas panelas simples, uma maior, de dois litros, explica o chef, é ideal para fazer arroz, uma sopa e um picadinho de carne mais mole.

Quanto à panela de pressão, Galhardo considera “essencial”. “Além de cozinhar mais rápido, deixa os alimentos mais saborosos pelo sistema de pressão. Feijão tem que quer na panela, se não demora horas. Coloca direito, em 50 minutos fica pronto, não precisa deixar de molho”.

Já o caldeirãozinho, segundo ele, serve para fazer macarrão. “Que caiba bastante água para não grudar a massa”.

Na hora de comprar a panela, o melhor material é a de inox. Não é tão caro, é fácil de se fazer higienização. Pode queimar alguma coisa na panela – a pior coisa é queimar caramelo – e pode limpar tranquilamente”. O chef também fala da opção da cerâmica. “Cerâmica é legal porque o material passa mais sabor para a comida. Dá a sensação de fazer algo mais saboroso, pelo material da panela, mas tem um custo mais alto. O calor pega por toda a panela, cozinha por igual. É como cozinhar em um forno. Ótima para um molho e arroz diferente”.

Confira uma exclusiva receita do chef Danilo Galhardo de feijoada de canjiquinha, preparada em uma panela só.