Mariana Requena
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Começo de ano é sinônimo de férias e viagens. O momento é regado de alegria e diversão, mas para os tutores de animais de estimação é um período de preocupação, afinal o que fazer para não abandonar seu amigo peludo sozinho em casa? Uma das opções, certamente, é levar o animal. E para saber como transportar o mascote da família em segurança, a Arraso + entrevistou a veterinária Mariana Bortolazzo, da clínica Central Vet, que dá dicas e destaca a importância da segurança do animal na estrada.

Segundo Mariana, é importante controlar o stress do bichinho durante a viagem. “Existem casos de animais que apresentam náuseas e ou vômitos, por conta do movimento do veículo, o que é extremamente comum, ou casos de animais que não se adaptam ao transporte, ficando estressados, medo, agressivos.” esclarece. “É importante que realize uma avaliação com médico veterinário de confiança, que encontrará, para cada o caso, sempre a melhor solução.”

Além de acostumar seu animal ao veículo, para que o stress diminua durante a viagem, a veterinária alerta que é importante que sejam adicionados equipamentos de segurança específicos para os pets. Cintos de segurança para animais podem ser acoplados aos cintos do carro e caixas de transporte também auxiliam na movimentação segura dos peludos. Não se esqueça de realizar paradas a cada duas ou três horas para que o pet possa “ir ao banheiro”, se alimentar e esticar as patas. O descanso é importante para os humanos e também para os bichos.

Mariana ainda alerta alerta para o risco de transportar pássaro e roedores. “Não é recomendado que esses animais façam viagens, pois quando são submetidos a situações fora da rotina com a qual estão acostumados, passam por um grande estresse, o que pode causar algum dano para a saúde deles”. O ideal é que esses mascotes sejam deixados sob o cuidado de alguém que tenha experiência em tratá-los.

Cuidado com a multa!
De acordo com Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), não existe uma regulamentação federal específica de como deve ser o transporte de animais, mas o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) deixa claro como não pode ser feito. O artigo 252 proíbe o transporte de animais à esquerda do motorista ou entre seus braços ou pernas. A infração é média, com quatro pontos na habilitação e multa no valor de R$ 85,13. Já o artigo 235 do CTB estabelece que o transporte de animais também não pode ser feito na parte externa do veículo, como no capô, caçamba, para-choques e portas. A infração é grave e o condutor autuado recebe cinco pontos na habilitação, além de multa de R$ 127,69.

O manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, também proíbe deixar o bichinho com a cabeça para fora da janela, é infração por ser considerada parte externa do veículo – sem falar nos riscos do animal ser atingido por galhos de árvores ou, até mesmo, por outros veículos durante o trajeto.

Transporte coletivo

Uma boa novidade para os donos de pets é que agora, com aprovação do Governo de São Paulo, animais de até 10 quilos poderão ser transportados em trens do metrô, CPTM e ônibus intermunicipais da EMTU.

Os mascotes devem estar em casinhas de transporte e podem viajar sempre fora dos horários de pico – das 4h40 até as 6h; das 10h às 16h e das 19h até meia-noite.

Caso o transporte precise ser realizado em outro horário por conta de necessidades de saúde ou outras urgências, deve ser agendado com antecedência.

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