Vale pagar o preço de uma grife?

Foto: Pexels

Atualmente, o Brasil é um dos países que cobram os valores mais altos para o consumo da alta costura

A ideia de vestir roupas da moda de grandes marcas mundiais é apreciada por praticamente todo mundo. Por gostar do estilo ou pelo status de estar usando uma bolsa Louis Vuitton ou uma calça da Zara é algo de grande desejo das maiorias das mulheres, mas conquistadas por poucas, principalmente por brasileiras. As roupas estão cada vez mais ficando caras para as mulheres brasileiras e a sensação é que talvez continue a subir.
De acordo com estudo “Índice Zara”, feito em 2019, o Brasil é o país mais caro a se comprar suas roupas, os motivos da marca (de outras linhas de grife estrangeiras) estarem cada vez mais o preço são principalmente três: matéria prima, exportação e dólar.

MATERIAL

É difícil hoje encontrar roupas que não tenham em sua composição, elastano e poliéster, mas as grifes buscam um diferencial do mercado popular utilizando tecidos de mais alta qualidade e com mais fios de algodão. Tecidos com uma quantidade de fios já eleva o preço do produto, mas por se tratar de algodão o valor aumenta ainda mais. Segundo a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) houve um aumento no preço do algodão em 35% um número a se preocupar visto que o Brasil produz muito algodão.
O motivo desse aumento vem devido ao tópico a seguir.

DÓLAR

Com o dólar acima de cinco reais, praticamente todo o certo de agropecuário está preferindo exportar com um preço maior e o algodoal não fica de fora. Por conta disso o mercado interno também fica mais caro e por fim não só as grifes internacionais, mas o mercado de moda em si, ficam mais caros.
Além disso, com a desvalorização do real, a compra de produtos fora do terreno nacional encarece e muito impedindo que novos consumidores explorem a alta costura e os mercados nacionais negociem a venda desses produtos considerados hoje de luxo aqui no Brasil.

EXPORTAÇÃO

Voltando ao exemplo da Zara, a empresa espanhola tem pouquíssimas fábricas por todo continente americano (de norte ao sul). Só para se ter uma idéia, o Brasil e a Argentina juntos têm a concentração de apenas 1,3% das fábricas da marcas. Como foi dito no tópico anterior isso requer que o país importe as roupas com um preço elevado e só aumenta quando é falado de roupas fast fashion (moda rápida). As fast fashion trata-se de roupas de consumo rápido e também descarte muito rápido. Normalmente esse tipo de produção é passada para as fábricas na China cujo custo de produção é baixo, mas quando se tratado da América a empresa produz nas fábricas da Europa e então são distribuídas para os países americanos.
Para finalizar, existe também uma cobrança de impostos para a importação destes produtos que eleva muito o valor das roupas.
Para se ter uma idéia de acordo com o Índice Zara, o Brasil paga (já com ajuste inflacionários) 114% a mais que os Estados Unidos.

Larissa Anunciato

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