Varejo tendências impulsionadas pelo digital

Foto: Pexels

As relações de consumo e as expectativas dos consumidores mudaram completamente com a pandemia do coronavírus. O mercado virtual apresentou um crescimento como nunca visto antes, provocando mudanças para o varejo físico, com perspectivas de que 32% das vendas do varejo físico terão participação da internet. As lojas físicas passam por uma transformação como prestadores de serviços e em outros casos lojas como pontos de showroom isso para conciliar o físico e virtual.

Embora o cenário leve varejistas a imaginarem no fim de suas lojas físicas em substituição as lojas virtuais pode ver o varejo digital como um aliado, uma nova modalidade de canal e não um concorrente. Nesse cenário os varejos físicos impulsionados pelo digital foram levados a inovar identificando tendências em andamento no comércio. A oferta de novos serviços e a garantia de conveniência e segurança para os clientes são algumas das tendências de acordo com Anderson Locatelli fundador da plataforma Sled que essa transformação contribuiu também com a aceleração digital nos pontos de venda.

Uma primeira tendência trouxe maior segurança para os consumidores com receio em manusear dinheiro em espécie, em moedas ou cédulas essa transformação denominada de digitalização do troco trará a opção após o operador encerrar a venda em locais que oferecem o serviço permitir o estabelecimento a creditar o dinheiro direto no CPF do consumidor, mesmo daqueles que não possuem contas bancárias. Para o varejista o ponto positivo com a inovação resolverá o problema da falta de troco e diminui a necessidade de fazer sangrias de caixa, aquele momento em que o operador interrompe o seu trabalho para contar as cédulas, gerando filas indesejadas para os clientes.

Ainda nessa tendência do troco digitalizado poderá selecionar a opção de doação do troco, para isso em vez de receber o montante no CPF, o consumidor escolhe alguma instituição filantrópica para a qual quer contribuir dentro de uma lista de ONGs cadastradas no sistema integrado ao caixa do estabelecimento. Trata-se de prestação de um serviço transparente, uma vez que a doação tem origem no CPF do cliente, eliminando custos tributários para o varejista e permitindo que o valor seja creditado instantaneamente na conta da entidade beneficiada com isso ambos estão contribuindo com o marketing social.

Outra tendência refere a poder realizar saque no varejo em decorrência a diminuição do número de caixas eletrônicos e de agências bancárias o cliente poderá por meio de cartões de débito ou pré-pago nos caixas dos pontos de venda, realizar a operação. O desafio para o varejo é oferecer o serviço sem que o cliente precise comprar produtos ou pagar pelo serviço recebido.

Essa tendência reforça o varejo físico como um ponto de conveniência e não apenas local para realizar a compra. Outra inovação que já está em crescimento é o uso do Pix como forma de pagamento. A operação para o consumidor traz rapidez para confirmar a compra e para o varejo trata-se de uma forma de pagamento no qual o recebimento ocorre no ato, com custo menor se comparada com os cartões de crédito e débito. Surge também a figura do personalshopper, permitindo a realização de compras personalizadas.

O shopper (comprador) é quem efetivamente realiza a compra, decide o que e quanto levar, interage com o vendedor e faz o pagamento. Esse profissional disponível nos estabelecimentos para receber os pedidos e personalizar as compras o cliente terá mais informações dos produtos desejados com mais agilidade para definir pela escolha do produto sem se deslocar até o ponto de venda.

Para aproveitar as boas tendências recomenda-se que o varejo conheça bem as ações para optar pela adoção ou não, assim poderá preparar da melhor forma para as expectativas do futuro do varejo físico.

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