Variante do coronavírus de Manaus representa 77,22% dos casos na região de Piracicaba

foto: Agência brasil

Região é a sétima no estado com a maior incidência da P.1, informa Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

A variante P.1 do novo coronavírus, identificada inicialmente em Manaus e considerada a mais contagiosa, corresponde a 72,22% dos casos de Covid-19 na região de Piracicaba (SP), segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, levantados pelo G1.

Segundo a pasta, a região é a sétima no estado com maior incidência da P.1. Ou seja, de todos os casos confirmados em todas as cidades da região de Piracicaba, 77,22% são desta variante.

Além disso, o Instituto Adolfo Lutz e o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde revelam que a P.4, identificada primeiro em uma amostra de Itirapina, no interior de São Paulo, já circula desde o início do ano na região.

A descoberta, explica a secretaria, ocorreu após constatação de uma nova classificação genética pela comunidade científica nacional e internacional, mediante a reanálise dos sequenciamentos genéticos feitos pelo Lutz e outros laboratórios da rede.

A partir disso, foi detectado que a P.4 está presente em aproximadamente 20% das amostras analisadas desde o mês de janeiro em todas as regiões do Estado, com exceção do Vale do Ribeira.

Em relação à incidência da P.4 a região de Piracicaba aparece em 11º lugar, com 5,56% dos casos.

De acordo com pesquisadores, a P.4 é preocupante porque carrega material genético novo, que ainda não tinha sido encontrado em outras amostras analisadas, como explica Rodrigo Stabile, diretor da Fiocruz.

“Ela é uma variante cuja mutação não leva a um rápido espalhamento desta linhagem. Todos os trabalhos publicados neste momento, na literatura, mostram que todas as variantes distribuídas pelo mundo, ficam protegidas pela vacina.

Stabile afirma que, no entanto, já existe cobertura vacinal para a P.4 e todas as linhagens que circulam no Brasil. “Mas é preciso lembrar que todo o estado está em alta transmissão. Mas a máscara protege todas as variantes que existem por aqui”, completa.

Da Redação

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