Vendas no Comércio caem na primeira semana com portas fechadas

Comércio dos corredores centrais da cidade estão de porta fechadas desde segunda-feira (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Na primeira semana após o decreto estadual que obriga os serviços não essenciais a fecharem as suas portas durante o período de 15 dias, para evitar a proliferação da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o comércio piracicabano foi diretamente afetado, com os principais corredores comerciais da cidade fechados, apenas com as lojas considerados como serviços essenciais (mercados, farmácias) em funcionamento.

“Houve uma conscientização grande por parte dos lojistas de atender esse chamado (fechar as portas) durante esse período escasso, optando por permanecer em casa”, disse Reinaldo Pousa, presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), ressaltando que aqueles que violarem essa determinação receberá sanções da Prefeitura, que está atenta ao caso. “Caso encontrem um comércio não essencial aberto, eles fazem a orientação para que fechem, conscientizando para esta necessidade. Posteriormente ao aviso, aquele em que insistir em deixar aberto será multado”, completou.



Em uma tentativa de suprir as necessidades dos lojistas em lucrarem durante a pandemia, as vendas online foram a única opção encontrada, além dos representantes da CDL orientarem os lojistas durante o período, desde dicas no comércio até conseguiram uma maneira de prorrogar as contas deles. “Já entramos com um pedido judicial pedindo a prorrogação de todas as contas municipais, além de fazer esse pedido nas esferas Estadual e Federal ao lado das Federações. Estamos orientando os lojistas para negociarem as suas contas que estão prestes a vencer, já que como não terá entrada de dinheiro nesse período, não terá saída também. Estamos orientados para renegociarem juntos com os fornecedores, locadores, com o objetivo de quando o comércio voltar, eles poderem voltar a vender e assim salvar o seu negócio”, explicou Pousa.

Mesmo com as portas fechadas, o presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Luis Carlos Furtuoso, disse que o comércio continua em pleno funcionamento, porém na parte virtual. “Previsão do Governo de Estado é para o comércio abrir as lojas físicas no dia 8 de abril, com exceção dos serviços essenciais, como mercados, padarias, farmácias, postos de gasolina e bancos (os dois últimos em horário reduzido). Mesmo as empresas que trabalham com confecção, podem trabalhar, mas apenas em delivery, que continua funcionando normalmente para todos os produtos, já que não é proibido. O que não pode é o funcionamento para o público (presencial)”, detalhou Furtuoso.

Mauro Adamoli