Aglomeração agrava curva de contágio da covid-19 (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A Preocupação com aglomeração no transporte público motiva requerimento. Ronaldo Moschini é autor do requerimento 274/2020, que questiona ações do Executivo no transporte público.

Diante da pandemia do novo coronavírus e a necessidade do distanciamento social, o vereador Ronaldo Moschini (CID), que também é médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), elaborou o requerimento 274/2020 e pediu informações do Executivo sobre o número de veículos da frota de ônibus de transporte público nos horários de pico. A propositura foi aprovada na noite desta segunda-feira (8), durante a 13ª reunião extraordinária da Câmara.

Ele questiona o Executivo se há possibilidade da disponibilização de toda a frota de veículos de transporte público e se há equipamentos destinados a higienização das pessoas nos terminais.

Moschini citou que no mês de maio algumas atividades consideradas essenciais se mantiveram na ativa e por mais de um mês ele recebeu reclamações das pessoas que trabalhavam nestas atividades, argumentando sobre aglomeração no interior do transporte público de Piracicaba. “Acreditamos que a frota está trabalhando de forma reduzida, deixando as pessoas que necessitam desse serviço, em virtude da baixa disponibilização do mesmo, precisando passar por uma situação insalubre, de contágio eminente, devido a aglomeração que se forma”, reforçou.

No dia 1º de junho houve a abertura gradativa dos estabelecimentos comerciais, o que aumentou também a demanda do transporte público, consequentemente, agravando o risco de contágio dos passageiros das linhas onde incidem o maior número de usuários, diz o parlamentar no texto da propositura.

“Seja por contato com superfícies contaminadas, sejam elas corrimões, bancos ou suportes, pela proximidade com pessoas contaminadas pela doença, uma vez que com a quantidade de ônibus atual disponível, é impossível para o usuário do transporte público manter uma distância segura de um metro de distância dentro do veículo”, disse Moschini.

O vereador alertou que a covid-19 é extremamente contagiosa e que a aglomeração nos ônibus e terminais será um agravante na curva de contágio, uma vez que o número de usuários do transporte público se intensificará nas próximas semanas, devido à abertura do comércio local.

Durante a 13ª reunião extraordinária, alguns vereadores justificarem seu voto a favor da propositura.

A vereadora Adriana Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (PSL), relembrou que o rompimento, pela Via Ágil, do contrato para a prestação do serviço de transporte público em Piracicaba e sua substituição pela TUPi. Para ela, isso está afetando o dia a dia da população. “Foi nos dito que foi uma extinção de contrato amigável. Mas o contrato firmado desde 2013 é de R$ 1,4 bilhão, sua quebra não foi nem anulação da licitação e nem falência da concessionária. Também não vemos essa modalidade de solução amigável de contrato. Isso ainda precisa ser muito melhor explicado”, disse.

Para o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) essa situação é ainda muito obscura e precisa ser revista e analisada pelo Ministério Público. ”Além de que todos os funcionários da empresa foram demitidos sem um centavo e disseram que os pagamentos serão somente em janeiro do ano que vem”, contou.

“Se existe alguma irregularidade, a prefeitura irá responder. Como Câmara, temos que continuar fiscalizando, para que o serviço de transporte público seja de qualidade para todos”, disse o vereador Pedro Kawai (PSDB).

Para o vereador Lair Braga (SD), o serviço da Via Ágil estava ruim, mas, agora piorou, com a chegada da empresa Tupi. “Se um ônibus tem 44 lugares, nessa época tem que ter 22 lugares apenas, para que as pessoas não andem como ‘sardinhas’ e tenham condições de isolamento e distanciamento, para não haver contágio do coronavírus”, orientou.

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