Vereadora cobra atendimento a alunos autistas no município

Sônia relata que, apesar do neto ter grau leve de autismo, ele precisa de acompanhante “Professora não pode dar atenção necessária por causa dos demais alunos”. (foto: Amanda Vieira/JP)

Mesmo com dois pedidos feitos pela professora e diretora da escola, o neto da moradora do bairro Santa Teresinha, Sônia Maria Bueno Carreiro, segue sem acompanhamento para alunos autistas durante o período em que permanece na escola municipal João do Nascimento. Sônia contou que, apesar de o garoto de cinco anos ter ‘autismo de grau leve’, a professora verificou a necessidade de acompanhamento, devido algumas limitações da criança. Segundo ela, o neto não suporta barulho, não vai ao banheiro sozinho e a professora não pode dar atenção exclusiva e necessária a ele por causa do restante dos alunos.

A reclamação de Sônia e de outras mães e avós de crianças que enfrentam o mesmo problema, levaram a vereadora Nancy Thame (PSDB) a apresentar um requerimento pedindo informações à prefeitura sobre o atendimento às crianças autistas na rede pública. Nancy pergunta se as crianças matriculadas na rede municipal de ensino têm recebido o acompanhamento de profissional de educação para dar suporte ao aprendizado e se as crianças autistas também têm utilizado esses acompanhamentos durante todo o período das aulas.

A tucana cita a legislação que prevê atendimento educacional especializado gratuito aos alunos com deficiência, desde a educação até o ensino superior e que assegura um profissional de apoio escolar, sendo uma pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares que forem necessárias, em todos os níveis e modalidades escolares.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Educação do município respondeu que todos os alunos com deficiência matriculados na rede municipal recebem acompanhamento de profissionais especializados; a educação infantil por meio das itinerâncias e o ensino fundamental por meio das itinerâncias e das salas de recursos multifuncional.

Segundo a pasta os profissionais são professores especializados em educação especial (33 profissionais), que orientam e capacitam durante todo o ano os professores das salas regulares e seus auxiliares.

De acordo com a assessoria, atualmente são atendidos 105 autistas no Ensino Fundamental (em 39 escolas) e 62 na educação infantil (em 43 escolas). “Trabalhamos com os professores do Atendimento Educacional Especializado (33), sendo a intervenção diária nas escolas realizadas pelo professor da sala regular, que conta com o professor auxiliar quando definida a necessidade pelo Numape (Núcleo Municipal de Apoio Pedagógico à Educação Especial)”, informou.

A Secretaria informou que nem todos os autistas necessitam de acompanhamento de um professor auxiliar, conforme a lei federal que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Beto Silva
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