Vereadora lança projeto para controle de gatos em empresas

Foto: Maycon Barbon

Proposta de Alessandra Bellucci prevê controle populacional dos animais como castrações e cuidados

Basta andar pelas ruas para perceber a quantidade de animais abandonados que buscam um local de proteção para se abrigarem desses dias mais frios. Na maioria das vezes encontram o abandono e maus-tratos. No caso dos gatos, por exemplo, eles se reproduzem com muita facilidade e mais animais ficarão nas ruas. Pensando justamente em uma alternativa para amenizar essa situação, a protetora e vereadora Alessandra Bellucci desenvolveu um projeto para controle populacional em empresas ou condomínios.

“Há muito tempo uma empresa da cidade nos procurou sobre o impasse entre os funcionários e diretores envolvendo os gatos, pois os funcionários alimentavam os animais e não entravam em acordo com os responsáveis pela empresa que não queriam os animais por lá. Nós fizemos uma pesquisa e desenvolvemos um projeto tanto para os funcionários quanto para os diretores, pois envolveu recolhimento, castração e manejo dos gatos. Há uma problemática de núcleos de gatos, pois a captura também é complicada”, explica a parlamentar. O nome da empresa foi preservado para não incentivar o abandono dos animais naquele local.

Alessandra disse que para fazer um trabalho efetivo precisa, além da alimentação, controlar a natalidade com a castração. Os filhotes têm uma chance de lar. Nem sempre os adultos podem ser domesticados. “Assim surgiu o projeto junto com o veterinário que deu o apoio necessário. Projeto está em ação e cabe para todos os lugares. Quem quiser pode adotar esse modelo de boas práticas. Vale a pena investir”, salientou.

O veterinário Mateus Santos, que tem experiência com gatos explica que o trabalho começou por conta da grande população de felinos, por falta de instrução, não por maldade, mas alguns gatos passaram a ir ao refeitório. Desenvolvemos uma melhor alternativa para resolver essa questão. A vereadora ajudou com o fornecimento das casinhas. Realizei um trabalho de comportamento e direcionamento clínico para a remoção dos animais para uma área mais externa da empresa, onde teriam abrigo, local para se alimentar e beber água. A ideia não era somente tirar os gatos de lá, pois apareceriam outros. Serão esterilizados. Aqueles que forem possíveis serão doados e outros permanecerão na empresa em local adequado”, disse Santos.

Segundo ele, a empresa se comprometeu em comprar as rações e um funcionário será destinado para alimentá-los. “Da mesma forma, iremos desenvolver palestras para conscientizar os funcionários para que não alimentem os gatos em qualquer local, pois terão um espaço próprio”, orientou.

Cristiani Azanha
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