Vereadores questionam ‘tratamento precoce’ para covid-19

Foto: Amanda Vieira/JP

Os vereadores Pedro Kawai (PSDB) e Thiago Ribeiro (PSC) questionam o Executivo a respeito do “tratamento precoce” para covid-19 anunciado pelo prefeito Luciano Almeida (DEM) na última sexta-feira (15), que segundo a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) será composto por hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Parlamentares questionam embasamento científico da decisão, além de jurídico, o orçamento na compra se os médicos foram consultados.


Kawai, além de requerimento – que deve ser votado em fevereiro, enviou ofício ao prefeito, segundo informou a assessoria parlamentar. Nos questionamentos, o parlamentar solicita informações sobre a comprovação científica e o embasamento jurídico adotado pela prefeitura. O vereador quer entender o fundamento da decisão para investir recursos públicos na compra de medicamentos que, lembra, não têm confirmação científica da eficácia em humanos.

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No requerimento, Kawai ressalta uma possível “divergência de opiniões entre o chefe do Executivo e sua equipe da saúde” ao citar fala que o subseretário da saúde, Augusto Muzilli Jr, teria feito em audiência na Câmara na última sexta-feira, de que “não há tratamento precoce” para covid-19. “Quem será o responsável por possíveis efeitos colaterais provocados nas pessoas, caso esse kit seja fornecido pela rede pública?”, questiona.


Ribeiro também questiona qual estudo científico e clínico deu base à decisão e se houve consulta da SMS aos médicos da rede pública que estão na linha de frente, além de informações sobre qual o valor a ser gasto com a compra dos medicamentos.


O vereador pede ainda as quantidades de cada medicamento que serão compradas e questiona o que será feito com eles caso não sejam prescritos pelos médicos e, assim, não utilizados pelos pacientes, “para que não haja prejuízo ao cofre público municipal”, informou em nota.


A reportagem questionou a prefeitura, que enviou a seguinte nota: “A Prefeitura de Piracicaba informa que não há na rede pública de saúde ‘kit covid’, nem distribuição indiscriminada de medicamentos e muito menos protocolo a ser seguido para tratamento precoce da doença. Entretanto, em virtude de solicitação da população, estão sendo disponibilizados na rede pública de saúde os medicamentos ivermectina e azitromicina, que podem ser prescritos, a critério dos médicos, para tratamento dos sintomas da covid-19. Portanto, não se trata de tratamento precoce nem preventivo, mas de possibilitar aos munícipes acesso aos medicamentos no caso de prescrição médica”.

Andressa Mota

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