12 vereadores rejeitam debate sobre mulher e gênero na Câmara

Debate sobre mulher e gênero, caso fosse aceito, aconteceria dia 5 de março | Foto: Divulgação

Por 12 votos a 10, o requerimento que propunha a discussão sobre a implementação de políticas públicas voltada às mulheres, no âmbito da Procuradoria Especial da Mulher, foi rejeitado na reunião ordinária da última segunda-feira (15), na Câmara de Vereadores de Piracicaba. A proposta foi apresentada pelas quatro vereadoras da Câmara: Rai de Almeida (PT), Sílvia Morales, do mandato coletivo A cidade é sua (PV), Alessandra Bellucci (REP) e Ana Pavão (PL).

A intenção das vereadoras era a de realizar o encontro no Salão Nobre Helly de Campos Melges, às 14h, no dia 5 de março. No requerimento, as parlamentares mencionam a nova gestão municipal e a necessidade de discutir e implementar políticas públicas voltada às mulheres, em uma perspectiva de reparar as desigualdades de gênero, raça e etnia, que assegurem a igualdade para as mulheres na esfera municipal.

Votaram contra o requerimento Aldisa Vieira Marques (CID), Anilton Rissato (PAT), Ary Pedroso Jr (SD), Cássio L Barbosa (PL), Fabrício Polezi (PAT), Gustavo Pompeo (AVAN), José Antonio Pereira (DEM), Laércio Trevisan Jr (PL), Paulo Henrique Paranhos Ribeiro (REP), Paulo Roberto Campos (PODE), Rerlison Rezende (PSDB) e Wagner Oliveira (CID).

Sílvia Morales se diz “triste” com o resultado. “Pode ter havido uma falta de entendimento de alguns vereadores, mas poderiam ter lido nos perguntado, já que não era de urgência”.

Rai de Almeida destaca o momento “oportuno” do debate para mulheres e a transversalidade destas políticas para “ver qual é o pensamento e sensibilidade deste novo governo para esta questão”. “Para nossa surpresa, o conjunto de 12 vereadores, homens, rejeitaram a oportunidade de fazer este debate tão importante, tende em vista que uma mulher morre a cada sete horas no Brasil, entre outros índices negativos no que diz respeito ao feminicídio”.

Alessandra Bellucci também lamenta. “O posicionamento de cada vereador precisa e deve ser respeitado, mas acho, neste caso, que faltou entendimento sobre a proposta que apresentamos. Perdemos a oportunidade de debater uma temática tão importante quando a mulher no mercado de trabalho, por exemplo”.

Ana Pavão acredita que houve, na reunião, um preconceito diante da palavra gênero. “Uma má interpretação”, aponta. Ela rechaça que se tratava de um debate sobre sexualidade, como sugeriu alguns vereadores que votaram contrário. “Não era isso, mas isso também pode ser discutido. Falávamos somente do direito da mulher que é violado”. Ana afirma que ela continuará com essa luta na Câmara.

Erick Tedesco | [email protected]

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