Via Ágil tem até a próxima semana para prestar esclarecimento

“Quem não aceita o acordo também é demitido da Tupi” (Foto: Amanda Vieira/JP)

O Ministério Público do Trabalho – 15ª Região apura supostas irregularidades trabalhistas no acordo realizado na rescisão contratual dos ex-funcionários da empresa Via Ágil. A partir de denúncia, a promotora Juliana Rosolen publicou, na última quinta-feira (27), despacho preliminar no qual notifica a empresa e pede esclarecimentos sobre as demissões. A partir da data, a Via Ágil tem dez dias para se manifestar à Justiça. O prazo vai até a próxima semana. Até ontem, a empresa não tinha se manifestado.

O despacho expõe que a denúncia recebida pelo MPT afirma que a empresa “tem chamado seus funcionários demitidos em maio/junho de 2020, cerca de 609 pessoas, para fazerem acordos, onde os mesmos abrem mão de seus direitos e ainda ameaça-os com demissão da atual empresa, em alguns casos eles assinam o acordo e mesmo assim são demitidos da atual prestadora de serviços de transporte público. Os acordos não têm data de pagamento nem mesmo como será feito, e os valores são bem abaixo do que se tem direito”.

De acordo com o ex-funcionário Carlos Alberto Ribas, aqueles que não aceitam o acordo com a Via Ágil estão sendo dispensados da empresa Tupi. “A mesma administração fazendo o que quer”.

O contrato entre a prefeitura e a Via Ágil foi rescindido em maio deste ano. A Prefeitura se comprometeu em pagar os ex-funcionários com valor que devia à empresa pelo desequilíbrio causada pelo não reajuste das tarifas.

A reportagem tentou contato com a Via Ágil, mas não obteve sucesso. Em nota, a empresa Tupi afirmou que não vai “se manifestar, pois acredita que o assunto se refere a empresa Via Ágil e aos seus ex funcionários”.

Andressa Mota