É cada vez mais comum fazer o transporte de pets em voos, afinal, como membro da família, de deslocam com os tutores de acordo com o tipo de viagem do humano, seja uma viagem de férias ou mudança de um país para o outro. Viajar com pets na cabine não é algo complicado, no entanto, é necessário seguir algumas dicas e regras, e foi por causa desta demanda que a médica veterinária Júlia de Lima Flórios criou em Piracicaba a iniciativa Meu Pet Viajante, uma assessoria a tutores que desejam viajar com o animalzinho ao exterior.

“Meu Pet Viajante foi criado apos diversas pessoas me procurarem, inclusive indicadas por outros veterinários da cidade e região. Como hoje está mais fácil viajar para o exterior, as pessoas têm procurado nais esse serviço”, conta Júlia.

Nesta assessoria, ela conta, são oferecidos diversos serviços, desde vacinação e microchipagem, até a inserção dos documentos nos sites dos órgãos do governo, como o Vigiagro (Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional), uma exigência do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para esta viagem.

Algumas raças, explica a veterinária, são mais sensíveis a voos e carecem de cuidados específico para realizar o trajeto com segurança. São as raças braquicefalicas, como pug, buldogs, shihtzus e gatos persas. Cães idosos também entram no grupo de cuidados extras. “Precisam de avaliação específica e cuidados especiais no embarque, assim como cães com doenças crônicas”, completa Júlia.

As dúvidas quanto às exigências para realizar o transporte em voo, explica Júlia, são comuns, até mesmo porque a legislação é diferente para cada país. “Os tutores têm dúvidas quanto à viagem se o cão pode ou não viajar na cabine, se somente o atestado de saúde já é suficiente, porém, a legislação varia de país a país e, em muitos casos, exames e microchip são obrigatórios, fazendo com que o embarque demore mais”, ela ressalta.

Depende do país e da companhia aérea, afirma a veterinária, mas, no geral, o pet deve estar vacinado e microchipado, deve ter tomado medicação antiparasitária externa e interna e precisa de um laudo veterinário, “expedido dentro do prazo para que tudo dê certo e ele embarque na data desejada”, completa Júlia.

Roberta Baltieri Pardini e Thiago Feolli, hoje residentes nos Estados Unidos, acionaram o Meu Pet Viajante em 2019. O casal de Piracicaba se mudou permanentemente em dezembro do ano passado e, claro, levou junto a cãozinha Milly. “Não viria sem a minha pet, então procurei a Júlia, que me deu toda a assessoria”, conta Roberta.

Foi a veterinária que a instruiu a ir até a Vigiagro, no aeroporto internacional de Guarulhos, para regularizar o translado de Milly. “Já sabia de tudo que precisava no informativo do órgão, graças a assessoria”.

Na correria da viagem, Roberta precisava providenciar a vacinação exigida pelos EUA. “Mas, lá, precisei atualizar as vacinas dela de raiva. Precisei de um atestado de saúde emitido pela Júlia e uma autorização do Ministério da Agricultura pra embarcar com ela. A Júlia fez esses processos todos junto comigo para não sair nada errado”.

Erick Tedesco ([email protected])

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