Viagens mais curtas e rápidas

Procura por casas na praia e lugares isolados aumentaram durante a pandemia. Foto: Pexels

Os hábitos dos viajantes mudaram e pesquisa aponta a procura por ficar mais próximo de parentes

Depois de 2019 o mundo teve que se adaptar a uma nova realidade, muitas coisas mudaram, mas talvez o turismo foi o mais afetado. Após quase dois anos sem poder viajar as pessoas estão mais disposta do que nunca para colocar o pé na estrada, mesmo que seja para conhecer as cidades próximas de sua região.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Booking.com, a tendência é que haverá um aumento na demanda de viagens rápidas, já que 3 em cada 4 brasileiros (73%) devem optar por deslocamentos mais curtos, e 30% revelam que preferem viagens de fim de semana.
O brasileiro mostra essa vontade de sair mais do que qualquer outro país, visto que nesta pesquisa, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking global de 28 países que demonstraram esse mesmo interesse.

MUDANÇAS

Com tanto impacto que a pandemia causou, apesar da demanda de viajar aumentar, é incerto saber totalmente das regras que vão surgir nas fronteiras dos países quando esse surto sanitário acabar. “Às vezes fico imaginando como serão as viagens quando tudo isso passar. Será que teremos passaportes ou carteirinhas digitais internacionais de vacinação? O fato é que hoje temos uma demanda reprimida, absurda, de pessoas aguardando a reabertura de fronteiras e a vacinação, para assim poderem remarcar seus bilhetes e fazer novas compras”, afirma Maria Carolina Asencio, agente de viagens.
Uma das mudanças devido ao corona vírus é o mercado de locação de casas veraneio e viagens para lugares próximos estão em alta, diz a agente de viagens, e o setor está se adaptando para atender essa demanda, observando as mudanças no comportamento do novo consumidor. Uma das fortes tendências que vêm crescendo no Brasil são as viagens em grupos de amigos ou familiares, com foco em aluguel de casa ou flat no destino escolhido (nacional ou internacional), de preferência próximos.
Essa busca de grupos de conhecidos procurando um afastamento geográfico de aglomeração demonstram o reflexo do medo de ser contagiado. Conforme a especialista, isso passa a sensação de mais segurança e até mesmo conforto emocional pelo convívio mais próximo dos amigos e família. “Vivemos tanto tempo em afastamento social que poder viajar com quem amamos e temos afeto se torna algo indescritível”, menciona Asencio.

VIAGEM PARA FAMÍLIA

A pesquisa da Booking.com também mostrou que, para muitas pessoas, a distância dos familiares fez crescer a saudade. Para dois terços (66%) dos viajantes brasileiros, tem como um dos planos de viagem se reencontrar com os entes queridos. Na verdade, 46% dos entrevistados afirmaram que conversar com amigos e família foi um dos principais motivos de desejarem viajar.
Segundo o Conselho Mundial de Viagem e Turismo (WTTC), as preferências e comportamentos dos viajantes se voltaram para aquilo que é familiar, previsível e confiável. Viagens domésticas, planejamento extensivo e atividades ao ar livre irão reinar no curto prazo, com empreendimentos turísticos e destinos já adaptados.

Larissa Anunciato
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