Vila África ganha Centro Cultural Rafael Baptista Antônio

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Centro leva nome de Faé, grande defensor da comunidade

Após anos de reivindicação, a comunidade Vila África enfim, tem um centro cultural e social à Associação Esportiva e Cultural Vila África, que ganhou o nome de Rafael Baptista Antônio (Faé). A obra foi um pedido de duas Conferências da Igualdade Racial. O terreno tem cerca de 320 m² e a sede foi construída em 120 m². pela prefeitura.

“Este espaço visa valorizar e resgatar a cultura afro-brasileira, fortalecer a importância da sua contribuição na identidade cultural brasileira e toda a riqueza cultural: a dança, culinária, música, artesanato, religião, entre outros aspectos”, afirmou Márcia Maria Antônio, representante do Movimento Quilombola e do Ponto de Cultura da Vila África.

Segundo o representante do Conepir (Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Piracicaba), Adney Abreu, essa é uma reivindicação de anos. “Foi solicitada a construção desse espaço na 1ª e 2ª Conferência de Igualdade Racial do Município e, neste ano, estamos sendo contemplados com a entrega do espaço. Para nós é um dia de vitória e isso prova, mais uma vez, que o movimento organizado, a sociedade negra organizada, pode conquistar muito mais”, disse Abreu.

“Nós vivenciamos a luta dos negros, porque existe o Centro de Cultura de Política Negra que nós ajudamos a administrar, em conjunto com a comunidade negra e o Conepir. Essa solicitação é de anos, e agora é possível que se desenvolva nesse espaço atividades ligadas ao movimento negro. Uma homenagem mais que merecida ao Faé, que infelizmente nos deixou, e que foi uma grande liderança na Vila África e em toda comunidade negra”, afirmou a secretária de Ação Cultural e Turismo, Rosângela Camolesi.

Para simbolizar a entrega do espaço, foi plantada uma árvore no jardim do Centro Cultural pela representante da comunidade da Vila África, Márcia Maria Antônio.

HOMENAGEM
O piracicabano Rafael Baptista Antônio (Faé) foi uma grande liderança do bairro Vila Independência (Vila África) e deixou um legado em prol da história e cultura negra. Ele teve dois filhos, Jéssica e Reginaldo.

Faé lutou muito para que a Vila África contasse com a Pastoral Afro para atender as crianças da região que sempre foram carentes de acolhimento. Também foi conselheiro do Conepir.

Uma das grandes lutas de Faé como defensor da comunidade negra foi a construção de um espaço cultural e social, ou centro comunitário, para atender a toda região. Ele faleceu em 13 de julho de 2017.

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