Viveiro fornece em média 50 mil mudas nativas por ano para preservar mata ciliar

Recuperação de áreas impacta qualidade de vida (Foto: Amanda Vieira)
Recuperação de áreas impacta qualidade de vida (Foto: Amanda Vieira)

Preservar as matas ciliares dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí contribuiu para o fortalecimento da biodiversidade e qualidade de vida de toda a região. Neste contexto o Viveiro de Mudas de Piracicaba tem um papel fundamental. Ele tem se tornado o principal parceiro do Consórcio PCJ na produção de mudas nativas para o reflorestamento das Bacias PCJ ao fornecer, em média, 50 mil mudas por ano.


O fornecimento de mudas é uma parceria de décadas firmada entre a Prefeitura de Piracicaba e o Consórcio PCJ que tem gerado também aprimoramentos no Viveiro. “Em contrapartida eles fornecem alguns insumos que a gente precisa. Ontem [11 de julho] eles fizeram uma entrega de sementes nativas da região mas que a gente não encontra. A gente tem uma câmara fria no viveiro que eles ajudaram a construir, a prefeitura entrou com mão de obra e material e eles entregaram as coisas”, conta Clementina Rossin, responsável pelo Viveiro.

Segundo Clementina, o Viveiro de Piracicaba tem em torno de 80 espécies nativas. “Não é todo viveiro que tem isso, nem mesmo particular”, comenta. Entre as espécies nativas usadas para a reconstrução de matas ciliares estão o Jequitibá, Jatobá, Araça roxo, Pitanga, Alecrim de Campinas e alguns Ypês. “O importante quando você vai fazer uma restauração não é a quantidade, mas a diversidade”, avalia Clementina.

A parceria faz parte do Programa de Proteção aos Mananciais do Consórcio PCJ. “Além da preservação ecológica, a restauração florestal amplia a infiltração de água no solo, recarregando os lençóis freáticos e minimizando os efeitos de erosão no solo e assoreamento de mananciais, ampliando a vazão dos cursos d’água”, explica o Consórcio PCJ em nota.

O programa tem 28 anos de atuação e nesse período plantou cerca de 4,5 milhões de mudas nativas em 2.700 hectares de matas ciliares, “o equivalente a 3.610 campos de futebol”, segundo informou o Consórcio.

“Piracicaba é uma das últimas cidades do Rio Piracicaba, então tudo que você preservar para cima e a gente conseguir preservar tanto os córregos e nascentes, a gente vai sentir aqui em baixo. É muito importante isso, às vezes a pessoa fala ‘por que ficar distribuindo para as outras cidades?’, mas a gente tem que pensar que a água vem de lá para cá, não nasce aqui, é tudo um conjunto. Tudo que a gente fizer daqui pra cima ou na cidade vai ajudar outras regiões”, avalia Clementina sobre a importância de se preservar os mananciais.

Andressa Mota