Você já sofreu por amor? Vamos entender (e curar) isso?

Quem nunca? Se não, pode ser que ainda sofra. Se você está nessa situação ou conhece alguém que esteja, mostrarei no artigo de hoje o que acontece no “cérebro de um coração partido” e, à partir daí, darei quatro dicas fundamentais para a cura.

Mas… coração partido? Não! Na verdade, tudo acontece no cérebro! E que sensação dolorosa! Decepções amorosas, rejeição, solidão, traumas que criam feridas que, se não resolvidas, podem durar para sempre e prejudicar a vida das pessoas em todos os campos. Pois bem, a esse sofrimento damos o nome de luto e, fora da paixão, ele é proporcional à força do envolvimento. Explico: quanto maior e mais profundo o vínculo, maior o tempo da superação. Entretanto, relacionamentos que param na paixão, normalmente são mais complicados e menos saudáveis.

Os relacionamentos românticos passam por quatro etapas: atração inicial, paixão, vínculo e amor. Quando iniciamos um relacionamento e somos aceitos por alguém, ocorre um fenômeno cerebral que, na neurociência, damos o nome de “estado hiper dopaminérgico”, porque são ativadas, nesse estágio, as vias mesolímbicas dopaminérgicas, circuitos responsáveis pelo prazer e pela motivação. Entretanto, nem tudo “são flores para sempre” e, então, por que muitas pessoas, até fortes emocionalmente, não conseguem vencer a dor de um término?

Primeiro, é fundamental a conscientização de que essa dor emocional tem o mesmo endereço da dor física, pois o circuito cerebral envolvido é o mesmo! E como vencer essa verdadeira guerra? É claro que traços da personalidade (essência) fazem a diferença na superação e tratar disso também é fundamental no processo. Lembrando que cada pessoa tem seu tempo e sua estrutura, o que deve ser respeitado, mesmo porque os mesmos mecanismos cerebrais ligados, por exemplo, a uma dependência química, são acionados na fase do “coração partido”. Quem sofre busca o parceiro (a) insistentemente, através de fotos, imagens, conversas em redes sociais, lembranças, etc.; um vício que, na verdade, vai impedindo a ferida de cicatrizar! Infelizmente, a mente é traiçoeira quando estamos com o coração partido; emoções…

Chegamos, então, na segunda fase do processo: dar mais atenção à razão, por exemplo, entender racionalmente os motivos do término. Se alguém não quer mais, isso não é o fim do mundo e o outro não é mais ou menos por isso. Apenas são fatos que acontecem, com toda a humanidade, mas nossa “emoção” dá um sentido infinito, trágico e hiper negativo para isso, o que, na verdade, não é. Portanto, comece a cura evitando qualquer lembrança do relacionamento ou da pessoa, pois isso alimenta o vício e retarda o final do luto. Em seguida, ressignifique o término e crie uma lista de motivos pelos quais esse relacionamento ou a pessoa não era o melhor para você, racionalmente! E leia isso sempre que houver um gatilho, uma fraqueza ou uma queda.

A terceira dica é: crie endorfina! Como? Atividade física, aliviando a dor. E, por último, sinta o momento ideal e, então, dê o adeus à relação, e, de fato, encerre qualquer vínculo. Determine o fim.

Importante entender que o tempo não cura tudo! Na verdade, o tempo (mal gerenciado), pode piorar as coisas, portanto, use estrategicamente e inteligentemente o seu tempo, mas a seu favor! E, se tiver dificuldades no tema desta semana, não hesite em procurar ajuda profissional. Isso é nobre; é sábio!

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