Você sabe o que é DMRI?

Por se tratar de algo que não tem cura, doenças degenerativas são sempre preocupantes, infelizmente existem várias a perda de memória como o Alzheimer ou problemas como a osteoporose, essas são até bem conhecidas, mas já ouviu falar na Dmri?

A Degeneração Macular Relacionada à Idade, ou mais conhecido por sua abreviação Dmri, é uma doença que normalmente vem por conta da idade e que acerta uma pequena região da retina. A retina é uma parte do olho que permite ver mais detalhes e melhor sensibilidade na luz.



Existem duas formas de manifestação dessa doença: a degeneração atrófica (seca) e a degeneração exsudativa (úmida). De acordo com a médica e professora oftalmologista da Unicamp, Keila Monteiro de Carvalho a maioria dos casos são a Dmri seca. “Nela, a perda da visão é lenta e progressiva. Os pontos escuros e vazios no campo de visão são relativos e depois se tornam absolutos. A visão é mais estável e com menos deformação das imagens. A acuidade visual para letras separadas é melhor, mas torna-se pobre para leitura que exige seguimento visual”, informa a doutora.


do lado esquerdo a visão de uma pessoa sem Dmri e do lado direito com (Foto: Divulgação)

Os sintomas são bastante marcantes, segunda a oftalmologista, a pessoa começa a perceber um ponto escuro ou vazio no local de foco da visão. “A pessoa em vez de enxergar com clareza ela vê espaços escuros e vazios que bloqueiam o campo de visão, ou então as linhas verticais se mostram distorcidas, como os lados dos edifícios ou postes, que parecem tortas, e a escrita parecendo borrada, oferecendo mais dificuldade no seguimento da leitura, são indícios do problema”, informa a médica.

De acordo com Keila os sintomas começam a se manifestar aos 55 anos e como qualquer doença degenerativa vai avançando os estágios junto com a idade.

Para o tratamento, como dito antes não existe cura, mas alguns casos quando tratando-se da Dmri úmida uma cirurgia a lazer pode ser feita amenizando, além disso o cuidado com essa doença faz com que os sintomas cheguem mais tardiamente, ou até nem se manifestem, uma boa alimentação rica em vitamina C, ômega 3, zinco e luteína (substância que pode ser encontrada em laranjas, tangerinas, couve, espinafre, brócolis e milho), outra recomendação da oftalmologista é o uso de óculos escuros em ambientes muito claros para não ocorrer danificação na retina.

Larissa Anunciato