Você tem medo da morte?

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Não importam as circunstâncias, nossa experiência por aqui é temporária: tudo está passando e um dia chegará ao fim. A partir do momento que nascemos, iniciamos um ciclo de envelhecimento.

A morte. Ao contrário do que aprendemos e vivemos, fugir deste temaou achá-lo medonho, apenas acirra o problema. A cada “confronto” que temos com elaou quando sofremos com a morte de alguém, é como se encarássemos o badalar do nosso relógio biológico, escancarando nossa finitude.

A cada fase da história, observamos um aumento do “horror” à morte, que já tem até nome: “tanatofobia”, e tratamento. Mas, que tal fazermos uma reflexão um pouco diferente a respeito do tema dessa semana?

Oras, se não há o que ser feito para evitar a morte,que tal então gastarmos inteligentemente essa energia utilizando-a para celebrar a vida e vivenciar sua plenitude em nós?Que paradoxo inteligente e… sensato!

Mas, como? O Filósofo Mário Cortella nos ajuda: “Não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, para que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena”.

Pois bem, como sempre digo, o autoconhecimento! A filosofia… O melhor caminho para entender e alcançar este ensinamento. Sócrates nos alertou prudentemente: “Uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”.

Sim, temos a inescapável morte física do corpo, mas quantas mortes estamos vivendo em nossa trajetória até aqui?

Como tem sido nossa vida? Onde estávamos, onde chegamos e para onde estamos indo? Você está alinhado à sua essência? Se você soubesse que iria morrer amanhã, o que concluiria a respeito de sua “viagem” até aqui? Se morresse hoje, o que alguém próximo a você escreveria a seu respeito? Que legado você deixaria?

Como você tem “experimentado” sua vida e suas emoções? As prisões mais cruéis estão dentro de nós. Em alguns de forma consciente e em outros de forma inconsciente, a verdade é que sentimentos mal resolvidos como raiva, ódio, inveja, amargura, ressentimentos e outros conflitos bloqueiam nossa alma, travam nossa felicidade, obstruem nosso caminho, ofuscam a inteligência e o bom senso. Quantas pessoas deixam de viver intensamente suas vidas por estarem mergulhadas nesse oceano primitivo e doentio, não percebendo que apenas elas sofrem e se autodestroem. Você pensa nisso? Ou deixará para pensar quando for tarde?

Reflita ainda: se sua bisavó (considerando que já morreu) pudesse “voltar do túmulo”, como ela seria recebida hoje? Ela teria lugar na família? Teria função? Teria as mesmas ligações afetivas (pessoas, novas gerações, etc.)? Como ela seria tratada e como viveria no contexto atual? Entretanto, quando ela morreu, todos sofrerampelo tanto que ela era indispensável! Tudo aqui tem seu tempo e lugar… Realmente é difícil aceitar a morte, por várias razões emocionais e também por vaidade, egoísmo, mas ela, na verdade, é uma poderosa lição de humildade.

A morte… um fato: fora do nosso controle. A vida… um fato: dentro do nosso controle. Aliás, como disse o Poeta Mário Quintana: “A morte não melhora ninguém…”Viva!

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